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Autores do livro Educação Online expõem mudanças na educação

      

Por Renata Aquino, de Salvador

Marco Silva, Edmea Oliveira Santos e José Manuel Morán apresentaram um painel sobre o livro "Educação Online". A obra reúne artigos de diversos especialistas e expõe as mudanças fundamentais na educação com o crescimento da educação a distância.

Marco Silva, o organizador, abriu o painel tratando mais especificamente da estrutura do livro. Lançado em 2003, a obra virou referência para quem quer começar a conhecer mais sobre EAD.

Edmea Oliveira Santos, pesquisadora da Bahia atualmente na UFRJ, iniciou uma discussão sobre seu capítulo. Para a professora, a educação online também sofre de vícios parecidos com os modelos tradicionais de ensino. "Há, em alguns casos, a mesma divisão fordista do trabalho na EAD; um conteudista escreve, um webdesigner monta a página e o aluno recebe já um pacote pronto que não oferece nenhuma interação", contou a pesquisadora.ÿ

"? importante a multireferencialidade, a capacidade de modificar o conteúdo. Se isso não for possível, pelo menos a multidisciplinaridade do conteúdo online deve ser assegurada", afirmou Edmea.

A pesquisadora levantou ainda observações sobre contexto cultural. "Na abertura do congresso, ficamos sabendo que o Timor Leste está tendo uma experiência ampla em EAD com o Telecurso e que está sendo importante para a retomada da língua portuguesa, ora, mesmo essa experiência é uma certa forma de colonização cultural pois se já é difícil adaptar regionalmente o pacote pronto do Telecurso para regiões brasileiras, imagine para o Timor", disse a pesquisadora.

Cibercultura, conceitos que vêm da Bahia

A cibercultura como contexto da educação online foi outro ponto de discussão. A pesquisadora lembrou do trabalho da Faculdade de Comunicação, da UFBA. "O André Lemos diz que a cibercultura já é a cultura contemporânea, isso é fundamental para compreender a educação online. E não necessariamente precisa-se estar online para estar no ciberespaço, quem vai para uma rave, de certo modo participa de cibercultura pois é um exemplo desse contexto cultural", disse a professora.ÿ

Para Moran, há novas questões que surgem com o crescimento da EAD que precisam ser resolvidas. "Como fazer quanto temos centenas de alunos? Não necessariamente isso seria um problema, como seria em um curso presencial", disse o autor. "O ciberespaço não é uma mídia, é uma incubadora de mídias, misturando diversos tipos de conteúdo", disse Moran.ÿ

André Pinto, da Universidade Corporativa da Petrobrás, também relatou a experiência que levou ao seu artigo no livro. "Para uma empresa sobreviver, precisa ser mais competitiva e daí vem a idéia da universidade corporativa", disse o representante. "? um erro, no entanto, pensar que a educação empresarial existe apenas para diminuir custos, esse é um mito". Para André Pinto, o mais importante da educação online é fazer com que haja evolução através da aprendizagem, uma condição fundamental para vantagem competitiva.

Confira a cobertura completa do Congresso ABED 2004 https://www.universiabrasil.net/abed2004.jsp.

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