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Imersão no VER-SUS Brasil - Quinta-feira, 9 de setembro

      

Ontem, antes de dormir, os coordenadores do programa, que chamamos de "facilitadores", Marcos, Paula e Aninha deixaram a nosso critério escolher onde seriam as visitas de hoje. As opções eram o NIS (Núcleo Integrado de Saúde), a UBS (Unidade Básica de Saúde) ou o PSF (Programa Saúde da Família). Para uma leiga como eu, tudo é novidade, mas alguns dos outros já estagiaram em alguma destas unidades e aí foi complicado decidir.

Com isso, fomos dormir tarde de novo e hoje 6h30 estávamos em pé. O pessoal da comissão dividiu as equipes e cada uma foi para um lugar diferente. Meu grupo visitou a UBS de Cruzeiro do Sul, um bairro da periferia de São Carlos. Lá, a realidade é bem aquela com a qual alguns já se depararam, outros ouviram falar e alguns vêem pela TV quando se fala em SUS: muita gente na fila, crianças doentes e muitas grávidas. A maior parte das crianças aguardando atendimento estava com catapora ou fazendo inalação. Deve ser porque aqui a mudança de clima é muito drástica. De dia é um sol de rachar e à noite é um frio violento.

Ficamos por lá umas quatro horas fazendo observação e depois almoçamos. ·s 14h, meu grupo foi para o PSF do bairro de Antenor Garcia. No Programa Saúde da Família, as consultas são todas agendadas e as agentes de saúde que visitam as casas têm um trabalho direto com a comunidade. Inclusive realizando palestras. Foi muito interessante acompanhar o trabalho delas junto à população.

Uma das agentes, Fabiana, de 21 anos, contou para nós um pouco de sua história. Casada e mãe de um filho de um aninho de idade, ela disse que é muito bom ajudar a população carente, mas às vezes fica sobrecarregada psicologicamente de tanto ouvir os problemas dos pacientes. E que é difícil ajudar e depois não ter com quem desabafar. Por isso, ela tem encontros com psicólogos periodicamente e também há muita conversa entre os agentes, assim eles podem desabafar nos momentos de crise.

Tanto o UBS quanto o PSF encerram suas atividades por volta das 16h30, então voltamos este horário para o alojamento. Foi o primeiro dia que tivemos uma folga mais espichada até às 20h, quando conversamos sobre este nosso primeiro dia efetivamente em campo e como foram ricas as experiências que vivenciamos.

Amanhã cedinho vamos conhecer um projeto de desfavelamento na cidade e almoçar por lá, na comunidade. ? uma das experiências mais aguardadas especialmente por mim, que estou ansiosa por um contato mais próximo com a população que depende do SUS.

*Lilian Burgardt é aluna do quarto ano de Jornalismo da Uni SantïAnna, de São Paulo, e está participando do programa de imersão do SUS no município de São Carlos.

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