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Na USP da Zona Leste, gerontologia e obstetrícia

      
A Fuvest apresentou ontem dois cursos de uma lista de dez a serem oferecidos, em 2005, no novo campus da Universidade de São Paulo USP, na Zona Leste: gerontologia e obstetrícia. Ambos terão a duração de quatro anos e vão oferecer 120 e 60 vagas, respectivamente.

O curso de gerontologia será distribuído entre atividades teóricas e práticas - voltadas para áreas de ciências biológicas e humanas. A grande novidade, segundo Yeda Aparecida de Oliveira Duarte, coordenadora do curso, é que a USP será a primeira instituição brasileira a introduzir este estudo no País. Atualmente, ele só existe em países como Inglaterra, Estados Unidos e Japão.

Yeda explicou que os "gerontólogos" serão preparados para atuar na organização de programas que atendam às necessidades dos idosos e de seus familiares. Eles poderão arrumar emprego em hospitais, ambulatórios, unidades básicas de saúde, escolas, programas de assistência familiar e centros de convivência.

A gerontologia, que estuda o processo do envelhecimento humano, formará ainda pessoas para trabalhar no combate aos preconceitos e intervenções inapropriadas das famílias e organizações assistenciais. "O Brasil não é mais um País jovem. São 14 milhões de pessoas com mais de 60 anos", disse Yeda.

De acordo com ela, é difícil prever o salário de um gerontólogo. "Como o curso só existia em outros países, não sabemos a remuneração. Mas as expectativas são boas." A coordenadora alertou sobre a diferença entre geriatria e gerontologia. "A primeira é uma especialidade da medicina. A segunda são especialidades em diferentes áreas da saúde."

As aulas de gerontologia serão voltadas para assistência domiciliar do idoso, promoção de saúde, assistência jurídica e inclusão do idoso no mercado de trabalho.

Já o curso de obstetrícia vai formar um "obstetriz", um especialista que exerce o papel semelhante a de uma parteira. Presta assistência e acompanhamento do trabalho de parto. Auxilia, sempre integrado a uma equipe médica, a mulher no período da gravidez e no pós-parto. O obstetriz também pode fazer exames na mulher, como o do toque.

Dulce Maria Rosa Gualda, coordenadora do curso, contou que, ao contrário da gerontologia, a obstetrícia é uma profissão antiga. "O candidato tem de gostar de bebê, de mulher e se interessar pela saúde das pessoas."

De acordo com Dulce, na sala de aula serão ensinadas as disciplinas de farmacologia, anatomia, estatísticas e epidemiologia.

Em relação ao salário de um obstetriz, a coordenadora avaliou que corresponde ao mesmo pago atualmente a um enfermeiro. Ela não soube dizer a quantia exata.

Quem for aprovado no curso fará, no segundo ano, um estágio com famílias que vivem em comunidades da Cidade. No terceiro, irá acompanhar partos normais ao lado de um responsável. O profissional poderá exercer a função, de forma autônoma, em instituições de saúde públicas e privadas, casas, ambulatórios e unidades básicas de saúde.

Segundo Dulce, há possibilidades de fazer no local especializações neste curso, mas ainda não existe nada definido. As aulas dos dez cursos da USP Zona Leste começam em março de 2005.

Fonte: Jornal da Tarde
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