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Professores da UFS vão retomar aulas na segunda

      
A greve da Universidade Federal de Sergipe (UFS) acabou. Os técnicos e funcionários da UFS voltaram ao trabalho ontem. Já os professores decidiram, em assembléia realizada na manhã de ontem, encerrar a greve e retornar ao trabalho na segunda-feira da semana que vem, dia 13 de setembro. De acordo com a Associação dos Docentes da UFS (Adufs), um novo calendário acadêmico será montado para evitar que os alunos percam as aulas e o período letivo. O movimento no campus foi pequeno no primeiro dia após a greve dos funcionários. O Hospital Universitário (HU), mesmo sem todo o seu pessoal, oferece todos os serviços a pacientes e comunidade. Já no campus, todos os serviços administrativos e gerais estão sendo tocados pelos funcionários. A expectativa é que na semana que vem todos os serviços estejam normalizados.

Com o retorno dos funcionários, os serviços administrativos da UFS voltam a funcionar normalmente. No entanto, alguns lugares, como o restaurante, precisam de limpeza. "Estes primeiros dias serão para organizar tudo e no caso do restaurante comprar mantimentos. Na semana que vem, todos os serviços estarão funcionando perfeitamente", diz Manoel Messias, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da UFS (Sintufs).

Os funcionários decidiram encerrar a greve depois que os ministros da Educação, Tarso Genro, e Planejamento, Guido Mantega, comprometeram-se em enviar ao Congresso Nacional um projeto de plano de carreira para a categoria. "Eles ficaram de enviar até o dia 16 de setembro. Se não enviarem, vamos avaliar e pode ter nova greve. Mas a nossa expectativa é que o governo federal cumpra o acordo, já que várias partes se envolveram na negociação", afirma Messias.

Já os professores decidiram, em assembléia, pelo término da greve. Eles queriam a paridade entre ativos e inativos, isonomia salarial e o fim da gratificação por estímulo à docência. No entanto, o governo federal editou uma medida provisória mantendo a gratificação por estímulo e os professores, mesmo sem negociação com o governo, decidiram acabar com a greve. A Adufs garante que um novo calendário escolar será preparado e as aulas serão repostas, para que os alunos não percam o período letivo.

Hospital Universitário
Ontem, no HU, a maioria dos pacientes procurou exames de raio-X, internamentos e cirurgias que já estavam marcadas. "A população pode procurar o Hospital Universitário para regularizar consultas que foram suspensas com a greve e marcar novos exames. O atendimento está normalizado a partir de hoje (ontem)", diz o diretor do hos/ital, Henrique Batista e Silva. De acordo com ele, há médicos contratados pelo HU, como funcionários da UFS, e que retornaram da greve. "Temos 106 médicos que são funcionários do hospital. Nossos serviços estão normais, com atendimento, exames, consultas e internação. Só não estamos funcionando com todo o nosso pessoal por causa dos professores", afirma Silva. Ele diz ainda que quando os professores voltarem da greve o HU funcionará ao seu ritmo normal.

O Hospital Universitário realiza, por mês, cerca de 15 mil exames e cinco mil consultas. A média mensal de internações é de 130 pacientes e o hospital realiza 200 cirurgias mensais, sendo 90 grandes, como cirurgias de fígado, vesícula e baço. "Hoje estamos com 70% de nosso pessoal, mas em uma semana estará tudo normalizado. A população precisa saber que pode procurar os nossos serviços", explica Henrique Bastos e Silva.

E logo no primeiro dia após a greve, as cirurgias já começaram a ser feitas. Ontem, Jaílton Vitorino dos Santos, de 29 anos, foi retirar uma hérnia. A operação estava marcada desde a semana passada. "Fui tratar da minha apendicite no Hospital de Cirurgia, há oito meses, e na recuperação apareceu a hérnia. ? a primeira vez que venho aqui no Hospital Universitário e o serviço, até agora, está bom". Segundo Santos, o retorno do HU é importante. "Confio nos médicos e é importante para a gente, que precisa do serviço público. Eu estou há muito tempo com o problema e agora vou fazer a operação", afirma Santos.

Fonte: Jornal da Cidade
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