text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Poesia popular bem guardada

      
A Universidade Estadual da Paraíba possui a segunda maior biblioteca da literatura de cordel do Brasil. São cerca de 18.000 volumes, de 13 a 15 mil cordéis. O acervo da biblioteca átila Almeida foi doado à UEPB no ano passado. A expectativa é que em 2005 a biblioteca seja liberada para o acesso do público, já que passa por um processamento técnico de catalogação, classificação e restauração.

Num ciclo de estudos sobre literatura de cordel, realizado em 1976, em Fortaleza, sob o patrocínio da Universidade Federal do Ceará, indagaram ao prof. Raymond Cantel, da Sorbonne, grande estudioso do assunto, qual seria a definição mais compacta que se poderia dar do cordel. Seria apenas - perguntamos - poesia narrativa, impressa? Imediatamente, ele complementou: Popular. Então, aqui está a mais reduzida, a mais simples definição sobre cordel: Poesia narrativa, popular, impressa. Todo o acervo da literatura de cordel - cerca de quatorze mil folhetos publicados, para átila de Almeida, embora outros estudiosos ampliem esse número - não tem sido outra coisa sequer isto: poesia narrativa, popular impressa.

De maneira que, qualquer outra manifestação semelhante ao cordel, cujo conteúdo divirja deste trinômio, deve ser apreciada com reserva. Não é poesia de cordel autêntica. Só existe uma maneira de identificar o cordel legítimo: é através da analise da ideologia que ele reflete. O poeta popular nordestino é conservador, por excelência. Há que examinar detidamente cada conteúdo dos folhetos, através da linguagem e das idéias que ali transparecem com espontaneidade.

Em geral, o poeta popular nordestino é católico ortodoxo. ? amigo do vigário, defendendo-o em todo o sentido. Por sua vez, os padres prestigiam a tarefa dos poetas populares, quando não a exploram. O poeta popular é sempre a favor do governo. Há mesmo um célebre ditado que diz: "Contra o governo, rio cheio e pomba dura, etc..." Como igualmente o poeta popular repudia ou ironiza as inovações da tecnologia moderna. O que não quer dizer que não haja exceções, um bom exemplo é o nosso conhecido conterrâneo, Patativa do Assaré.

? São cerca de 18.000 volumes, de 13 a 15 mil cordéis. O acervo da biblioteca átila Almeida foi uma compra feita no ano passado, e doada a UEPB, transformando-a na segunda maior do País. Só perde para o Ceará.

? A expectativa é que em 2005 a biblioteca seja liberada para o acesso do público, já que neste momento está passando por um processamento técnico de catalogação, classificação e restauração de alguns livros. Após feito esse processamento o acervo deverá entrar em catálogo de obras raras da Biblioteca Nacional.

? Localizada em Bodocongó, próximo ao prédio da reitoria, a biblioteca possui obras raras datadas de 1800, a publicação da primeira revista veja, material do início da imprensa no país, livros de literatura, artes, biblioteca de autores paraibanos, biografias, música e teatro.

? O acervo foi de Atila Augusto Almeida de Freitas, professor da Universidade Federal da Paraíba, que é filho do historiador paraibano, Horácio de Almeida.

? A coordenadora da Biblioteca, Severina Suely da Silva Oliveira, explica que toda comunidade universitária, bem como toda e qualquer pessoa pode ter acesso à biblioteca, " ainda está em reformulação os critérios para a consulta, mas, o acervo será disponível a todos que tenham o interesse", completa.

Fonte: Correio da Paraíba
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.