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Belluzzo relembra os passos de Getúlio Vargas

      
"Muitas pessoas olham para Vargas procurando alento, porque estão perdendo o futuro", constata o economista Luiz Gonzaga Belluzzo. A afirmação foi feita em palestra realizada hoje no auditório do Instituto de Economia (IE) sobre "Os tempos de Vargas". O evento integra o Simpósio Vargas 50 Anos Depois: História e Atualidade, que prossegue até o próximo dia 15.
Confira programação: https://www.eco.unicamp.br/gerais/eventos2.html

Belluzzo informou que, na comemoração do cinqüentenário da morte de Getúlio Vargas, as manifestações se concentraram mais em torno de sua figura, ignorando a conjuntura global. Vargas, define o economista, tem o dom de atrair a curiosidade e a hostilidade de seus contemporâneos. "Não convém criticá-lo nem rotulá-lo. Getúlio tinha o ideal de fazer do Brasil um lugar de progresso. Os críticos diziam que o país era politicamente fraco e que por isso não tinha condições de ser livre."

Após uma breve contextualização sobre a crise prolongada da Era Liberal Burguesa e da hegemonia britânica, Belluzzo mencionou o surgimento da sociedade de massa a partir do século 19. "Foi inevitável reconhecer a presença das massas trabalhadoras na política", refere.

Segundo o economista, os ajustamentos - representados por um 'padrão-ouro' - foram substituídos por uma
intervenção crescente do Estado na economia, particularmente depois da década de 30, o que foi, segundo Belluzzo, um divisor de águas.

"A Primeira Guerra Mundial trouxe pela primeira vez a idéia de planejamento e de que a economia poderia melhorar, mesmo com a centralização no Estado", recorda o economista. Acrescentou que se tornou óbvia a integração das massas e a articulação econômica, a despeito da resistência das classes proprietárias, que insistiam em retomar o 'padrão-ouro'.

No Brasil, nesse período, a agricultura era exportadora e agregava ao mesmo tempo situação econômica desvantajosa e de atraso social. Sofria as conseqüências da luta pela modernização e renegociava a crise do café. "O presidente Getúlio jogou com mãstria o jogo da rivalidade EUA e Alemanha, fato que permitiu a recuperação das exportações, não obstante a crise. Soube andar em linha reta, porque sabia andar em ziguezague", opina. O que seria o projeto de liquidar com a herança de Vargas Não seria exatamente a destruição do processo de integração do país?, conclui Belluzzo.
https://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/BDNUH/NUH_2868/NUH_2868.html

Fonte: Unicamp
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