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Professores voltam a salas vazias

      
Os professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba), mesmo a contragosto, obedeceram a orientação nacional e decidiram pôr fim à greve da categoria, que foi iniciada na Bahia no dia 5 de agosto. A rigor, contudo, isto não significa que as aulas voltem a ser ministradas a partir de hoje porque os estudantes continuam de braços cruzados em sinal de protesto contra a reforma universitária.

Por enquanto, só os funcionários técnico-administrativos deverão estar em seus postos de trabalho, pois saíram da greve no último dia 2 após 76 dias parados. "Nós tentamos contrariar a posição nacional na última reunião, no sábado, mas fomos minoria. A greve dos professores deveria crescer em todo o País após deflagração" mas isto não ocorreu, atingimos apenas 19 das 62 unidades", lamentou o presidente da Associação dos Professores Universitários (Apub) Antônio Câmara. A Ufba tem hoje 1.152 professores efetivos e 598 professores substitutos. Um dos pleitos dos professores era a abertura de concurso público.

Segundo o presidente da Apub, 70% do salário dos docentes continuará sendo de gratificações, o que significa, em sua avaliação, um desrespeito. Além disso, continua Câmara, a Medida Provisória 208, editada unilateralmente, continuará vigorando e trará reajustes discriminatórios, onde os aposentados ganharão apenas 65% da gratificação de estímulo à docência. Como a greve dos professores não decolou, os critérios continuarão gerando discrepâncias entre aposentados e ativos e entre docentes do 1º e 2º graus.

Estudantes x Reitoria ? Continua o impasse entre os estudantes grevistas e a Reitoria da Federal. A discussão sobre os rumos da reforma universitária está longe de chegar ao fim, embora a meta do MEC seja levá-la ao presidente Lula em novembro. Ao que parece, porém, pelo menos aqui na Bahia, movimento estudantil e MEC não falam a mesma língua.

"Não há nenhum indicativo de que a gente saia da greve. A não ser que a pauta local comece a caminhar a passos largos, mas, por enquanto, a Reitoria está usando a estratégia de não discutir a pauta local dentro do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Consepe)", explica o aluno de Direito, Bruno Moura. Um dos pontos é a implementação do Restaurante Universitário com 5 mil refeições diárias para um público de 20 mil alunos mais funcionários e professores, mas a Reitoria oferece apenas 1,5 mil refeições diárias", explica Moura.

Ao todo, são 43 universidades federais no País, mas a greve atinge apenas sete unidades (mais duas estaduais e uma particular). A Ufba é a única delas onde o direito à greve foi reconhecido pelo Conselho Universitário. Por ora, os estudantes grevistas continuam se posicionando claramente contra a reforma do MEC, levantando pontos como as PPPs (parcerias público-privadas); Proune (Programa Universidade para Todos) e diretrizes do Banco Mundial como itens de uma política neo-liberal.

Fonte: A Tarde
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