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Mudanças na seleção agradam estudantes

      
A decisão da Universidade do Estado do Pará (Uepa) de acabar com as questões discursivas em seus processos seletivos a partir de 2006 agradou a comunidade estudantil de Belém. Herculano Freitas Torres, coordenador da área de convênio do Colégio Ideal, disse que o estabelecimento vê as mudanças com normalidade. "? preciso entender que existem várias metodologias para instrumentos de seleção e não é o tipo de prova que vai definir a qualidade do aluno que vai entrar em uma instituição de ensino superior, mas sim a qualidade da prova", avaliou. Ele deu como um exemplo positivo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo Herculano, o exame, que apresenta questões de múltipla escolha, leva o estudante a interpretar textos e informações e refletir sobre os mais diversos assuntos.

"As provas têm que explorar as habilidades dos alunos. Tem prova que parece ser subjetiva, mas é objetiva, só tem uma única resposta. ? apenas uma prova para se escrever, não mais que isso", avaliou o pedagogo.

Como educador, Herculano considera mais justa para o aluno a realização de provas objetivas. Um dos motivos é que as habilidades do aluno sofrem menos interferência de uma banca avaliadora, por exemplo. "As provas objetivas são muito menos injustas em sua correção. E com vestibulares nos quais a diferença de pontuação entre os alunos é cada vez menor, qualquer pontuação fará falta ao final do processo", disse.

Segundo ?rson Almeida, professor de escolas da rede pública e particular, as mudanças nas formas de seleção ao ingresso na universidade mudam com o tempo. "Há vários anos, as provas eram objetivas e as universidades "descobriram" que colocar os alunos para escrever era o melhor forma de medir a capacidade deles. Houve época que tinha prova até oral. Agora, voltam às questões de marcar. Acho que faz parte da evolução do processo da seleção", concluiu.

Estudantes ouvidos por O LIBERAL consideraram que as alterações vão facilitar a aprovação. Sheila Melo Souza, 17, que tenta uma vaga no curso de Secretariado Executivo, disse que questões subjetivas podem não demonstrar que o aluno estava bem preparado. "·s vezes, a gente responde a uma questão não exatamente do jeito que gostaria, mas daí já não tem mais espaço nem tempo para refazer e fica a impressão de você sabe pouco sobre o assunto".

Para Alan Coelho Valente, 16, de olho em uma vaga no curso de Engenharia de Produção, "as provas objetivas podem despertar habilidades na hora da prova que estavam embrulhadas no meio de tanto coisa que a gente tem para estudar. Tem aquela questão que a gente sabe como desenvolver, mas falta o fio de meada e o que era conhecimento, acaba virando trapalhada", lamentou.

Mudança - As novidades na seleção da Uepa vieram após uma análise pedagógica, que constatou a ausência da melhoria da qualidade no desempenho dos candidatos do certame. A instituição considerou que a prova de redação já possibilita a avaliação das habilidades e competências dos candidatos, sem que os mesmos façam provas discursivas de conhecimentos gerais.

A mudança antigirá, em especial, os candidatos que disputarão a primeira etapa do Prise em dezembro. Os candidatos desse subprograma poderão ser eliminados a partir da segunda etapa do Prise, caso não acertem 20% das questões das duas provas, ao contrário dos candidatos de outros subprogramas (VII e VI) que só podem ser excluídos a partir da terceira etapa.

Fonte: O Liberal
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