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Cartilha do atraso

      
Apesar das greves de professores e servidores terem terminado, a maior parte das unidades da Universidade Federal da Bahia (Ufba) continua sem aulas. A decisão das duas categorias dividiu o movimento estudantil: muitos alunos já retornaram às escolas e outros demonstram interesse em voltar. Mas os professores, por sua vez, decidiram aguardar o término do movimento estudantil ou a definição do novo calendário para retornarem, de fato, aos seus postos. Com as greves, o semestre da universidade que é o mais atrasado do Brasil, fica ainda mais prejudicado, devendo, se a paralisação acabar por esses dias, só ser finalizado em dezembro. No 3º grau do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet), as aulas serão retomadas normalmente.

Sem contar a greve, o primeiro semestre de 2004 estava programado para ter acabado em setembro, mas a previsão do pró-reitor de graduação, Mãrbal Bittencourt Marinho, é que se o semestre for retomado agora, esteja concluído em dezembro deste ano ou início de 2005. Hoje, os alunos estão programando reuniões dentro dos diretórios e centros acadêmicos para marcar uma assembléia geral, que decidirá os rumos do movimento. O fim das paralisações dos servidores e professores teve impacto muito grande entre os estudantes.

Segundo uma das diretoras do Diretório Central de Estudantes (DCE), ângela Guimarães, a assembléia deve ocorrer entre amanhã e depois de amanhã e a idéia é reunir uma quantidade expressiva de estudantes, a exemplo do que ocorreu quando foi deflagrada a greve estudantil. "Os professores decidiram só retornar às salas de aula quando o nosso movimento acabar. Obtivemos vitórias durante esse período de paralisação, mas uma decisão de acabar ou não com a greve tem que ser tomada por todos", explicou.

Amanhã ainda acontece uma reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade (Consepe), o mesmo que suspendeu o calendário acadêmico e que deverá avaliar os progressos dos grupos de trabalho e até apontar a data para o reinício das atividades. De acordo com o presidente da Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub), Antônio Câmara, o movimento dos docentes não terminou com o fim da paralisação.

Como as principais reivindicações não foram atendidas pelo governo, a categoria permanecerá mobilizada e reivindicará a incorporação da gratificação de estímulo à docência (GED) e da paridade dos salários com os professores aposentados. "O retorno às atividades foi votado e estamos agora dependo dos estudantes e do Consepe para termos uma nova data para a retomada do semestre", disse Câmara.

Medicina decide reduzir vagas
Com 16 votos a favor, quatro contra e quatros abstenções, a Congregação da Faculdade de Medicina (Famed), que reúne diretores, chefes de departamento e de colegiados, decidiu ontem reduzir o número de vagas para o curso de medicina. A decisão foi tomada em razão dos problemas de estrutura no Hospital das Clínicas e da própria faculdade. De acordo com o diretor da unidade, José Tavares Neto, foi convocada uma assembléia para o dia 22, onde será decidido o quantitativo de vagas a ser reduzido e por quanto tempo a decisão valerá. Hoje, medicina tem 160 vagas e poderá ter seu montante reduzido em 40, 60 ou até 80 calouros.

A atitude já tinha sido sugerida na última reunião da congregação, onde aviltou-se a redução de vagas pela falta de um campus de prática para os alunos, onde fosse aplicada a medicina de atenção básica. O projeto vem sendo implantado em parceria com a prefeitura, mas o diretor informou que essa é apenas uma das questões. "Diante da perspectiva da implantação dos campos de prática foi que a Congregação decidiu deixar a possibilidade de adiar a redução das vagas para o próximo ano e estabelecer um prazo de avaliação após a implantação do projeto", explicou.

Para Tavares, não é mais possível que a faculdade feche os olhos para os problemas existentes e que comprometem a formação dos futuros médicos e do atendimento à população.

"Não suportamos o caos que está o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes), que está com três enfermarias fechadas e ontem (anteontem) fechou a UTI. A situação é grave e por isso foi necessária uma ação mais contundente. Hoje, temos cerca de 320 estudantes em residências, divididos no Hupes, no Roberto Santos, no São Rafãl, Santo Antônio e Jorge Valente, mas não temos sequer uma viatura para fazer o acompanhamento deles", completou.

Fonte: Correio da Bahia
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