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Plantas medicinais são levadas a assentamento rural em Sumaré

      
Um projeto de educação ambiental com plantas medicinais está sendo realizado entre assentados do município de Sumaré, interior de São Paulo. O trabalho tem como objetivo integrar homem e natureza de maneira sustentável e deve fornecer dados para que a comunidade desenvolva o plantio comercial das espécies.

A pesquisadora Patrícia de Sousa Oliveira, do Laboratório de Produtos Naturais do Instituto de Biologia da Unicamp, vai trabalhar o cultivo das plantas na escola do Assentamento Rural II, um dos primeiros de reforma agrária do estado, que em 2005 completa 20 anos. O projeto envolve alunos de pré, 1ª, 2ª e 3ª séries, sendo que parte das crianças é de um assentamento de sem-teto que tem ali próximo.

Patrícia entregou questionários às famílias dos alunos para levantar informações sobre as plantas medicinais mais conhecidas pela comunidade. A partir desses dados, vai coordenar nesse segundo semestre escolar a manutenção de viveiros com as ervas citadas e orientar o uso correto das ervas. "Vamos trabalhar com as crianças a questão da toxicidade das plantas, sobre como reconhecer cada espécie e para que servem", explica. Segundo ela, muitas pessoas conhecem as espécies, mas não sabem para qual doença são recomendadas ou acham que servem para tudo. Além da função didática, as plantas cultivadas na escola poderão ser usadas pelos assentados no tratamento de diversos problemas, como gripe, pressão alta, prisão de ventre e queimaduras.

De acordo com a pesquisadora, o projeto foi bem recebido no assentamento rural, tanto pela escola quanto pelas famílias dos alunos, embora as mulheres da comunidade tivessem expectativas diferentes sobre o trabalho com as plantas. Patrícia conta que essas mulheres têm uma proposta de turismo rural para a região, incluindo o comércio de espécies medicinais.

"Eu me ofereci a passar os dados obtidos com a pesquisa, porque, se elas querem mesmo investir no comércio das plantas, talvez seja melhor começarem com as espécies mais conhecidas e usadas", diz. Paralelamente ao assentamento, o trabalho também está sendo desenvolvido em outra escola de Sumaré, só que localizada na área urbana da cidade, com sete turmas de 4ª série. Na escola urbana, Patrícia teve um retorno maior dos questionários. "Eu imagino que, no assentamento, muitos pais sejam analfabetos. Muitos dos questionários que recebi foram respondidos pelos filhos mais velhos", diz. Por isso, ela ainda quer fazer entrevistas na escola rural.

Com os resultados levantados nas duas comunidades serão produzidas cartilhas para distribuição nas escolas. A idéia é que as professoras utilizem esse material em várias disciplinas. De acordo com Patrícia, espécies tóxicas não serão colocadas na cartilha, já que algumas plantas têm uso externo, mas não são indicadas para consumo interno, por exemplo.

Esse projeto dá continuidade ao trabalho de outra aluna do laboratório, Priscila Fernandes, que, desde o ano passado, estimula e orienta o cultivo de plantas medicinais em duas escolas da rede pública de Atibaia, com o apoio da Secretaria de Educação da cidade. Mas, diferentemente do que acontece em Atibaia, o projeto de Patrícia não recebe ajuda da prefeitura de Sumaré, só o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Fonte: Unicamp
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