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Crédito ajuda a pagar a faculdade

      
Planejar a vida universitária nem sempre envolve apenas o vestibular e a escolha da carreira. Muitos estudantes têm como preocupação extra o valor das mensalidades das universidades e das faculdades privadas.

Uma solução para muitos pode ser o Fies (financiamento educacional do governo federal para alunos do ensino superior), que teve as inscrições para este segundo semestre prorrogadas até amanhã. O programa financia até 70% do valor das mensalidades e facilita as condições de pagamento.

No entanto um valor limite de verba restringe o número de vagas. No segundo semestre do ano passado, por exemplo, foram mais de 230.000 inscritos para 70.000 vagas.

Atualmente, porém, quem não conseguir o benefício do Fies pode procurar outras opções.

Há empresas financeiras que oferecem alternativas de créditos estudantis. As taxas de juros são mais altas do que as do Fies -que não chegam a 1% ao mês (9% ao ano)-, mas ainda assim são melhores do que as de empréstimos pessoais de bancos. E as condições de pagamento também são facilitadas.

Uma dessas empresas é a Ideal Invest, que criou, no início de 2003, uma linha de crédito estudantil que financia até 35% do valor das mensalidades e oferece até 12 anos para pagar -com a taxa de juros mensal fixada pela Selic (hoje, cerca de 1,24%).

"Além das bolsas restituíveis, temos também um programa para quem tem dívidas e não consegue negociar na instituição", afirma a responsável pela área de relacionamento com instituições, Renata Ruggiero.

De acordo com ela, a empresa já tem convênio com 75 instituições de ensino superior em 16 Estados do país e já ofereceu crédito a cerca de 7.000 alunos.

O estudante Denis da Rocha Rodrigues, 23, está no segundo ano do curso de redes de computadores e tem financiamento estudantil desde o primeiro ano de faculdade, em São Paulo.

"A mensalidade é de mais de R$ 600 e, sem o financiamento, eu não conseguiria pagar sem fazer dívidas. Hoje, pago cerca de R$ 400, o que alivia muito", diz ele, que trabalha e arca sozinho com as despesas de sua faculdade.

A Fininvest, financeira do grupo Unibanco, também tem uma linha de crédito para estudantes. O plano oferece empréstimos para pagamento de mensalidades com taxas de 3,9% ao mês e prazo de 12 a 36 meses.

A empresa de previdência privada Aplub, do Rio Grande do Sul, não oferece crédito diretamente ao aluno, mas administra, por meio de sua fundação, bolsas de estudo em 15 instituições, entre elas a PUC-Campinas, a PUC do Rio Grande do Sul e a Universidade Sagrado Coração, de Bauru (interior de São Paulo). Com a fundação, o estudante pode financiar até 50% da mensalidade.

Não-restituível
A Fundação Estudar (www.estudar.org.br) oferece bolsas de estudo não-restituíveis para cursos de graduação em administração e economia.

O valor das bolsas é parcial e varia de acordo com as condições socioeconômicas de cada candidato. O principal pré-requisito é ter sido aceito em uma instituição que tenha tido conceito A no Exame Nacional de Cursos (Provão).

O processo de seleção é rigoroso. Não é levado em conta apenas o perfil socioeconômico dos candidatos. Eles também passam por entrevistas individuais, dinâmicas de grupo e um teste psicométrico (processos mentais) antes da aprovação. No ano passado, foram 197 inscrições para as 20 bolsas concedidas.

Fonte: Folha de S.Paulo
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