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Equipamentos hospitalares estão em excesso no Brasil

      
O Brasil gasta US$ 112 milhões por ano com manutenção de equipamentos médico-hospitalares excedentes. Dados foram anunciados em fórum realizado na BC.
Texto com foto:
www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/BDND/ND_460/ND_460.html

(16 de setembro de 2004) - O Brasil gasta, em média, US$ 112 milhões por ano com manutenção de equipamentos médico-hospitalares excedentes. O engenheiro Saide Jorge Calil, do Departamento de Engenharia Biomédica da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp, recorreu a tabelas divulgadas pelo IBGE e Ministério da Saúde para constatar que existe um número altíssimo de equipamentos de alta complexidade sobrando no país e, com isso, acarretando um custo exorbitante para a sua conservação. Equipamentos de ressonância, por exemplo, excedem em 433 unidades que oneram, só em mão-de-obra, US$ 20 milhões por ano. O estudo contempla apenas os aparelhos necessários para diagnóstico como mamógrafo, raio-X, tomógrafo, ressonância, ultra-sonografia colorida e ecógrafo. A pesquisa foi divulgada hoje durante o Fórum Permanente e Interdisciplinar de Saúde, no auditório da Biblioteca Central, cuja edição abordou Tecnologia em Instalações Hospitalares.

Ao iniciar o estudo, o engenheiro relata que ficou surpreso e assustado. "Mal acreditava nos números que constatei", ressalta. Mergulhou no assunto e observou que a concentração de equipamentos na região Sudeste é de 56%, contra 18% no Norte, 15% no Sul, 8% no Centro-Oeste e 4% no Nordeste. Considerou para isso o censo realizado em 1999 e divulgado em 2000. "Em 2002 observou-se um discreto aumento no Sul, Norte e Nordeste e uma queda de 5% no Sudeste", declara Calil.

De acordo com as mesmas tabelas, Calil fez um levantamento da necessidade de equipamentos com base na taxa de população de cada localidade. Novamente surpreso, constatou que no Nordeste, onde está a menor porcentagem de unidades, ainda assim existe excedente. Pelo documento do Ministério da Saúde a cidade de Fortaleza, levando em consideração a população, teria a necessidade de nove mamógrafos e possui 34. Seriam necessários 196 aparelhos de raio-x, mas existem 221. "Pelos gráficos, a cidade de Fortaleza estaria sendo muito bem assistida em termos de equipamentos", define. Já no Estado do Ceará, mamógrafos chegam a 15 em todo o Estado, quando a necessidade seria de 22. Quanto ao raios-x, para atender a população cearense seriam necessários 212 aparelhos, quando na verdade existem 195.

A cidade de São Paulo é o caso mais gritante. Tem necessidade de 417 raios-x para atender sua população de mais de 10 milhões de habitantes. Conta com 1.351 equipamentos de raio-x. No Estado de São Paulo seriam necessários outros 1.064 aparelhos. Eles somam 2.896. "Em termos de tabela temos aparelhos para jogar fora", brinca o engenheiro. Além do custo alto para a manutenção desses equipamentos em excesso, existem ainda os valores que devem ser acrescidos pela necessidade de deslocamento constante de pessoas para locais onde as tecnologias de ponta se concentram. "Tudo isso é muito gasto para o governo", defende Calil. Na sua opinião, existe um problema sério de concentração errada dos equipamentos e excesso em sua totalidade. Isso sem constar na pesquisa a área de medicina nuclear.

Fórum - O Fórum Permanente foi organizado pelo Centro de Engenharia Biomédica, o Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Estratégico, Hospital das Clínicas da Unicamp e Hospital Estadual de Sumaré. Ainda no período da manhã, estiveram presentes Marcus Vinícius Lucatelli, da Diretoria de Investimentos e Projetos Estratégicos do Ministério da Saúde e Sandro Martins Dolghi e Márcio Varani, da Anvisa.

A idealização dos fóruns é das coordenadorias Geral da Universidade e de Relações Institucionais e Internacionais.

Fonte: Unicamp


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