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UnB: fauna diversificada

      
A Universidade de Brasília é realmente um universo. São 26 mil alunos matriculados em 60 diferentes cursos. Com tanta gente assim, sua população estudantil não poderia ser menos heterogênea.

Nas faculdades da UnB transitam estudantes de estilos e modos de pensar variados. São diversos os estereótipos que classificam os alunos da UnB, de nerds e engomadinhos até malucos e largadões.

O Instituto Central de Ciências, conhecido como minhocão pelos seus 720 metros de comprimento, concentra a maioria dos cursos e acaba oferecendo uma galeria mais diversificada de estudantes.

Nos dias de aula, é no Ceubinho, como é chamada pelos alunos a entrada para a ala norte do minhocão, onde se cruzam todos os diferentes estilos. Nos bancos, nas pilastras ou no chão, grupinhos se encontram nos intervalos para um bate-papo descontraído ou para um lanche. "Passo por lá quando quero encontrar o pessoal", comenta a aluna do 10º semestre de Antropologia Alice Macedo, 24 anos.

? no Ceubinho que a aluna do 5º semestre de Letras Débora Oliveira, 20 anos, eventualmente se encontra com seu namorado Raphãl Almeida, 22 anos, do 8º semestre de História. "Aqui tem muita gente diferente. No meu curso convivo com pessoas que gostam de música pop, enquanto eu prefiro MPB, rock, jazz", comenta a aluna.

Para quem vê de fora, cada curso parece ter uma cara diferente. Quem está nos cursos de tecnologia ou de ciências exatas é visto como nerd. Os alunos de medicina, mais ainda. Quem estuda artes é mais descolado e o pessoal de humanas passa a impressão de ser mais desleixado com a aparência. Com um olhar mais aproximado, é possível perceber que a maioria dessas definições é falsa impressão.

"O aluno da UnB é mais desprendido, tem mais espaço para se movimentar e mais possibilidades de interação. Ele transita e interage com alunos de todos os estilos", define Carolina Pinheiro, 23 anos, aluna do 8º semestre de Direito.

Mais formais
No caso do Direito, o curso exige uma postura mais formal dos alunos. "Aqui tem gente de todo tipo, mas a maioria se veste mais formalmente porque é uma exigência da carreira. Precisamos ir arrumados para o estágio", explica a estudante Ludmila Eufrásio, 20 anos, que está no 5º semestre.

O estudante do 3º semestre de Relações Internacionais Carlos Eduardo Matsumoto, 20 anos, acredita que aos poucos os alunos de Rel vêm perdendo o status de arrumadinhos, que compartilham com os alunos de Direito. "A cara do curso está mudando. Os alunos estão descendo do pedestal e ficando mais engajados. Muitos participam de projetos sociais", atesta o aluno.

Fama de nerd
Na Faculdade de Tecnologia da UnB é onde ficam os cursos de engenharia. Conhecido por concentrar uma maioria de estudantes do sexo masculino, o lugar traz para seus alunos a fama de nerd. O aluno de Engenharia de Redes Diego Eduardo Mendes, 21 anos, tenta se defender do rótulo. "Acho que o pessoal da Tecnologia é considerado nerd porque os cursos são mesmo difíceis. Mas na verdade todo mundo é bem brincalhão".

Os alunos de Medicina também são vistos como obcecados pelo estudo. ""Na verdade, o curso é muito pesado e exige dedicação", aponta Paula Pires, 20 anos, que está no 3º semestre. Mas ela se surpreendeu com seus colegas de curso. "Quando entrei, fiquei com medo de o pessoal ser muito fechado, isolado. Mas a maioria é bem simples e descontraída", constata a aluna.

Descolados
A descontração é uma característica marcante dos alunos de Arquitetura. Descolados e estilosos, eles passam o dia no ateliê ou nos jardins da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, onde estão construindo uma pracinha. "A galera da arquitetura é mais despojada, tá sempre de jeans, com tênis ou chinelo", descreve Adriana Vignoli, 23 anos, que está no 9º semestre.

No Instituto de Artes é muito comum encontrar estudantes com roupas de cores vibrantes e modelos arrojados. Os alunos de Desenho Industrial são os mais moderninhos. "O pessoal de artes plásticas geralmente gosta de roupas coloridas e confortáveis, até porque a gente vive se sujando de tinta", explica a aluna de Artes Rebeca Borges, 21 anos, 6º semestre.

A galera de Biologia também é vista como descolada. O estilo predominante é meio praiano, com chinelões e bermudas, mas também há pessoas mais travadas. "Quem estuda nos laboratórios parece ter aquele estereótipo clássico do cientista, de jaleco e óculos. Quem trabalha em campo, com ecologia ou zoologia, tem um visual mais safari. "Eu sou uma exceção, tenho um estilo descontraído, apesar de atuar em laboratório", comenta Denise Paiva, 21 anos, do 7º semestre.

Fonte: Correio Braziliense
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