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A descoberta do mercado universitário

      
Ao longo das décadas, o marketing passou por várias fases até que as empresas deixaram de vender somente produtos ou serviços e colocaram o cliente no centro dos negócios. Elas descobriram e focaram seu negócio em diferentes públicos, mas, por pré-conceito ou falta de informação, há ainda um mercado praticamente inexplorado e com grande potencial de crescimento: o do marketing universitário. Composta por cerca de quatro milhões de pessoas no Brasil, a comunidade universitária é grande consumidora de produtos e serviços, além influenciar os hábitos de consumo de outros grupos da sociedade.

Os estudantes reproduzem com grande intensidade os contrastes existentes na sociedade moderna: globalização e tribalismo local; avanço da tecnologia e defesa do meio ambiente; inovação e defesa do status quo; preconceito e respeito aos direitos das minorias; democracia e fundamentalismo; consumismo e vida interior; sedentarismo e prática esportiva; revolta e alienação. ? a riqueza desses contrastes que torna o marketing universitário tão desafiador.

Com um grande poder aquisitivo (44% têm uma renda familiar superior a 10 salários mínimos), os estudantes têm um perfil de consumo que reflete seu estilo de vida: gostam de comprar roupas, cuidam de seus automóveis, realizam viagens, freqüentam bares e restaurantes, curtem seus telefones celulares, navegam pela Internet, fazem exercícios físicos em academias e adoram se divertir. Estão em busca do progresso pessoal e profissional, além de novas alternativas que façam sentido para eles. Em termos de consumo, valorizam seu gosto e preferência pessoal, mas também são muito influenciados pela mídia, o meio social e a moda.

O marketing universitário pode ajudar as empresas no lançamento de novos produtos. Grupos de universitários, especialmente selecionados, podem ser utilizados para testar novas idéias, antes de se transformarem em produtos, desempenhando o papel de ïïclínica de consumidoresïï para as áreas de pesquisa das empresas. ? possível, por exemplo, detectar quais produtos serão aceitos com a fusão das mídias móveis, ou quais funções do cartão de crédito inteligente deverão desempenhar. A mesma pesquisa pode ser feita com outros temas, como alimentação, entretenimento, moda.

O estudante universitário é um grande consumidor de novas tecnologias (celular, notebook, assistentes pessoais digitais, CD-player e acesso a Internet). Com simulações e jogos especialmente criados, as empresas automobilísticas, agências de viagens e turismo, companhias aéreas, gravadoras, distribuidores de filmes e produtores de shows e espetâculos podem conquistar um grande número de novos prospects.

Outro potencial explorado pelo marketing universitário é a criação de comunidades de prática no interior de cada faculdade, a partir de temas de interesse destes jovens. Uma pequena pesquisa pode identificar quais estudantes têm interesse por música, xadrez, cinema, pintura, esportes radicais, turismo, automóveis, literatura, política e gastronomia, entre outros temas. Essas comunidades de prática, organizadas de maneira virtual ou presencial, podem se constituir como um inovador canal de distribuição de produtos e serviços quando gerenciadas de forma adequada.

? importante ressaltar, ainda, que o mercado universitário também tem suas exigências. O estudante não gosta de ser abordado de forma convencional, genérica e pouco inteligente. Ele não se sente pertencente a nenhuma das tradicionais segmentações de mercado, mas sim à sua universidade, modalidade do curso escolhido e a sua turma. Dessa forma, cada faculdade pode ser considerada um mercado universitário específico e deve ser entendida e trabalhada a partir de seus segmentos de mercado - representado pelos seus cursos específicos.

Nos Estados Unidos, o marketing universitário já é bastante explorado. No Brasil, ainda engatinha. Algumas empresas já descobriram maneiras eficientes de impactar o público universitário. Skol e Jontex são algumas das marcas que aproveitam as vantagens desse tipo de marketing. No entanto, há, ainda, muito a se desenvolver neste segmento. Só falta as empresas despertarem para sua importância.

Emílio Herrero é consultor de negócios da Namosca, agência de markerting universitário.

Fonte: Consumidor Moderno Online
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