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OAB reprova metade dos candidatos

      
RESULTADO - Processo registrou 753 inscrições, mas 53,13% foram eliminados Mais da metade dos estudantes que responderam ao Exame da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Pernambuco (OAB/PE) no segundo semestre deste ano foram reprovados. O resultado final do concurso, que habilita os bacharéis em Direito a exercerem a profissão de advogado foi divulgado na última sexta-feira pela instituição, indicando um índice de reprovação de 53,13%.

Ao todo, o processo registrou 753 candidatos inscritos, mas apenas 353 foram aprovados. O Exame da Ordem é realizado duas vezes por ano pela OAB, iniciando-se geralmente em março e agosto. Consiste de duas etapas: uma prova objetiva, com 100 questões, e uma prova prático-profissional, na qual o estudante tem que realizar uma tarefa proposta pela comissão de avaliação dentro de sua área de escolha. A nota mínima para ser aprovado na primeira fase é 5. Se ultrapassar esse patamar, o candidato fará a segunda etapa, cuja nota mínima é 6. A alta taxa de reprovação já vinha ocorrendo nos exames anteriores. Na regional de São Paulo, os números costumam ser até bem maiores. No último, cujo resultado foi divulgado em agosto, a taxa de reprovação foi de 82%.

Este quadro levanta críticas dos representantes da OAB nacional contra o ensino nas faculdades de Direito. Para Flares Carvalho, presidente da Comissão de Estágio e Exame da OAB/PE, entretanto, o resultado deste ano pode ser considerado normal. Está dentro da média que vínhamos registrando nos últimos anos, avaliou, destacando que, neste último exame em Pernambuco, concluintes de apenas cinco faculdades foram avaliadas: da Universidade Federal (UFPE), da Universidade Católica (Unicap), da Ensino Superior de Olinda (ãso), da faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco (Sopece) e da Associação Caruaruense de Ensino Superior (Aces).

Em todo o estado, porém, já são 32 faculdades atualmente oferecendo o curso, que devem começar a formar suas primeiras turmas nos próximos anos. Em dezembro, teremos mais duas, destacou Carvalho. Está se fechando muito a questão da qualidade do ensino de Direito nos resultados da prova da OAB, que possui um nível de exigência que nem sempre corresponde à realidade, porque, por exemplo, não há controvérsia, apontou Miriam Sá Pereira, coordenadora do curso na Unicap.

A prova deveria ser feita com dois ou três anos de exercício profissional, porque as questões exigem uma experiência que só virá com o tempo, acrescentou a coordenadora.Qualidade - Na opinião do presidente da OAB-PE, Júlio Oliveira, a reprovação de metade dos bacharéis reflete a qualidade das escolas de direito. ? um alerta para que as faculdades assegurem a qualidade do ensino jurídico.

Mesmo assim, o presidente da OAB lembra que Pernambuco tem a melhor avaliação da região Nordeste. O exame é o mesmo aplicado em toda a região e nosso estado teve a maior taxa de aprovação, destacou Júlio Oliveira.

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