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Unicamp recorda 30 anos do maior programa mundial

      
Convidado a participar de um Seminário organizado pelo Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe), Marcelo Khaled Poppe, um dos fundadores do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), disse hoje no auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM) que a comemoração dos 30 anos do Programa Nacional do Álcool (PNA) é uma data muito significativa para a sociedade brasileira, com histórico de grandes conquistas e novas iniciativas como o programa de biodiesel, que dá os primeiros passos. Embora com algumas incertezas, ele busca apoio no bem-sucedido Proálcool, destaca.

O coordenador de Relações Institucionais e Internacionais (Cori), Luís Cortez, iniciou um breve histórico sobre o Proálcool, afirmando que o Brasil sempre foi um tradicional produtor de açúcar, desde o período colonial. No Seminário, que prossegue até amanhã (17) com sete mesas-redondas, em que se faz um balanço do Proálcool e as perspectivas futuras, Cortez relatou que o primeiro governo de Getúlio Vargas criou o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) em 1933, para ser usado para fins combustíveis. Com a II Guerra Mundial, ele perdeu a estabilidade e, na década de 60, houve pouca oferta de açúcar no mercado internacional. Em 1973, ocorreu o primeiro choque do petróleo e, com isso, um decreto de 1975 dá origem ao maior programa comercial de uso de biomassa para fins energéticos no mundo. O programa ainda demonstra que é possível a produção de cana de açúcar em alta escala, diz.

Cortez falou ainda sobre as fases do Proálcool, que consolida o Brasil como primeiro produtor mundial de açúcar, destacando o aumento da demanda interna por etanol, de energia elétrica para o setor e da exportação de etanol. Segundo Cortez, nenhum dos resultados alcançados nestes 30 anos seriam possibilitados sem contribuições tecnológicas como a produção de novas variedades. Precisamos enfrentar o aumento da colheita de cana sem queimá-la. Há ainda a necessidade de viabilizar a hidrólise, tecnologia que abre perspectivas para o Brasil e o mundo, constata. O maior desafio, porém, é consolidar o etanol como um combustível em escala global.

Fases do Proálcool - A primeira fase, de 1975-1979, é marcada pelo uso do melaço na produção de álcool anidro. Na segunda, de 1979-1985, o custo do PNA é estimado em US$ 10 milhões. No período, foi fabricado o primeiro carro a álcool, um fiat 147. Na terceira fase, de 1985-1990, é reestruturado o PNA. Acontece o fim dos subsídios do governo ao setor. Os custos de produção cãm e ocorre uma crise de abastecimento. Na quarta, de 1990-2001, continua aumentando a produção de cana. Na quinta, a partir de 2001, há uma crise energética com mais incentivos para a cogeração, forte aumento da produção de cana, aparecimento do carro flex fuel, entre outros marcos.

Fonte: Unicamp

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