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Haddad defende mais professores para UnB

      
O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu ontem que a Universidade de Brasília (UnB) seja beneficiada na distribuição das novas vagas para professores de instituições federais. De acordo com ele, a contratação dos docentes deve servir para diminuir o desequilíbrio que existe entre a instituição com as outras universidades públicas. Nós entendemos que, pelo menos uma parte dos docentes devem ser alocados para tentar fazer um equilíbrio e levar em conta a média de alunos por professores, argumentou Haddad. O problema da UnB existe.

O aumento do corpo docente da universidade foi um pedido do reitor Thimothy Mulholland no dia de sua posse, há uma semana, no MEC. Não queremos mais do que a média das instituições do mesmo porte, mas não podemos nos contentar com menos do que isso também, defende. De acordo com o anuário estatístico de 2004 da UnB, a instituição, em 1995, tinha 14.568 estudantes, incluindo os de mestrado e doutorado. Em 2004, o número passou para 26.026, um aumento de 78,7%. Em contrapartida, o número de professores, que em 1995 era de 1.282, permaneceu praticamente estável, chegando em 2004 a 1.303. O aumento foi de apenas 1,6%.

Com esses números, a UnB tinha, em 2004, uma média de 20 alunos para cada professor, relação bem maior que universidades do mesmo porte. Tomando como referência as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), a relação média de alunos por professor, era de 10,0, 10,6 e 11,0, respectivamente.

Atualmente, a distribuição de vagas entre as instituições é definida por uma matriz desenvolvida pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que leva em consideração critérios acadêmicos, de administração e de extensão. Recebe mais docentes, por exemplo, a universidade que consegue um baixo nível de evasão de seus alunos.

Tanto Haddad quando o presidente Lula prometeram à Andifes que serão abertas 4 mil vagas de professores de ensino superior até o fim do ano. Desde o início do governo, 2.500 docentes foram contratados para todas as federais do país, mas o número não representou expansão efetiva no número de professores porque havia um enorme déficit causado por uma década sem concurso e um grande número de aposentadorias.

Todas as universidades federais cresceram muito e não tiveram aumento significativo de vagas. Esperamos resolver o problema da UnB, assim como de todas as demais, afirma o secretário-executivo da Andifes, Gustavo Balduíno. Mas que fique claro que usaremos critérios acadêmicos e técnicos para isso para garantir desempenho e qualidade. (EK)

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