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Notícias

Estímulo à produção do conhecimento

      
Francis Rose Maria Tereza Correia · medida que o curso superior vai chegando ao fim, aumentam as preocupações com os trabalhos de conclusão exigidos pelas instituições de ensino. Quase sempre, os estudantes ficam às voltas para definir uma linha de pesquisa e escolher o tema de estudo. Peça fundamental em todo esse processo é a definição do professor-orientador, que vai acompanhar e dar suporte às atividades.

Nem sempre os alunos compreendem qual é o papel de um orientador. Esse desconhecimento não só pode comprometer o resultado final do trabalho ? já que o estudante não sabe que critérios usar para escolher ou sugerir o nome de um professor ? como também pode gerar conflitos no relacionamento. Por outro lado, a relação saudável, com empenho e dedicação, torna a experiência mais proveitosa e estimulante.

O professor de economia brasileira e finanças da PUC Minas, ário Maro de Andrade, que atua como orientador há 11 anos, acredita que é importante que o aluno pense no trabalho final desde o primeiro dia em que chega à universidade. A atividade não foi criada apenas para cumprir uma norma. O objetivo é que o trabalho seja uma síntese do que foi visto no curso, ensina.

Na graduação, em geral, há mais flexibilidade para a escolha do professor. Nem sempre isso é possível na pós-graduação, sobretudo no mestrado e no doutorado. Nesses casos, é comum que um professor com atividades em determinada linha de pesquisa assuma a orientação de trabalhos com temas relacionados.

Para Jaime Bastos, coordenador geral da pós-graduação do Centro Universitário UNA, a relação entre professor-orientador e aluno vai além da questão acadêmica. O professor faz mais do que corrigir um trabalho. Ele leva o aluno a refletir e a buscar soluções.

A aluna Priscila Weitzel Novãs, de 24 anos, que faz mestrado em educação na PUC Minas, acredita que a afinidade intelectual é mais importante do que a empatia. Eu me dei muito bem. Minha orientadora, a professora Maria Inês Salgado de Souza, tem tudo a ver com o meu projeto sobre o ensino de história na educação de jovens adultos. Ela me cobra, não me dá tudo pronto e incentiva minhas perguntas, diz.

Juarez Rodrigues

Para Filipe, orientador ajuda a definir e a direcionar o trabalho A estudante sabe que nem sempre o relacionamento é fácil. Conheço alunos que lidam com orientadores grosseiros, que tornam o processo frustrante, que desaparecem vários dias sem ler o material produzido e que mais desorientam do que ajudam, revela.

FàRMULA Priscila acredita que, para que o relacionamento dê certo, é preciso empenho das duas partes, diálogo e negociação. Não há uma fórmula para que a convivência dê certo. O que eu sei é que um bom orientador estimula o aluno. Muitas vezes é difícil conciliar as atividades acadêmicas com o trabalho, e isso nem sempre é compreendido pelo professor.

Filipe Costa Macedo Milagre, de 25, que está terminando o curso de ciências contábeis na UNA, também teve sorte na escolha do orientador, que está acompanhando a elaboração de seu trabalho final sobre auditoria interna em escritório de contabilidade. O professor discutiu a direção do trabalho, sugeriu bibliografia e propôs mudanças. Essa ajuda é fundamental, porque no início a gente sempre fica um pouco perdido, confessa.

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