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Relacionamento sem conflitos

      
Juarez Rodrigues Nem sempre a relação entre aluno e professor-orientador está livre de conflitos. O professor da PUC Minas ário Maro de Andrade explica que, para evitar os desentendimentos, é preciso que os papéis do aluno e do professor estejam bem claros. Nas escolas particulares, os alunos esperam encontrar tudo de bandeja, e isso não vai acontecer, alerta. Encontrar o equilíbrio é um desafio. Os conflitos não solucionados só prejudicam o andamento das atividades. O aluno produz menos do que deveria e sempre com desinteresse. ? tempo perdido, diz.

As falhas durante a pesquisa acadêmica podem acontecer dos dois lados. Há casos de alunos descomprometidos, que desaparecem e não se empenham. E também há os casos de professores impacientes, que preferem não se envolver com algumas partes do trabalho. Os professores devem observar os prazos e são orientados a cobrar do aluno aquilo que é relevante, garante o coordenador geral da pós-graduação da UNA, Jaime Bastos.

ário lembra que alguns docentes restringem a atuação à parte técnica, sem interesse nas questões formais do trabalho, como a correção da redação, o emprego da língua portuguesa e a adequação às normas. O aluno que não está satisfeito pode reclamar. Para isso, no entanto, ele tem que ser um orientando exemplar, que se dedica e que não está tendo o acompanhamento esperado, descreve.

Marcela Meira Machado, de 22, aluna do10º período de arquitetura da PUC Minas, acredita que o estudante deve levar alguns aspectos em conta na hora de sugerir um orientador. O professor deve ter experiência na área, afinidade com o aluno e boa didática. A orientação do meu trabalho está sendo tranqüila. O meu tema é o planejamento de uma capela para a sede da PUC Minas. Acho que se o orientador for uma pessoa difícil fica complicado tocar o trabalho, opina.

TEORIA Igor Dornas Botelho, de 25, que terminou o curso de administração em 2003 e acaba de concluir uma pós-graduação em gestão estratégica de negócios na UNA, diz que o bom orientador ajuda na parte teórica e na escolha dos melhores materiais a serem consultados. Não tive problemas e realizei boa parte do trabalho, me comunicando por e-mail. Tenho colegas que tiveram problemas com professores que não cumpriam os prazos. Se o aluno não tem uma relação bacana com o professor acho que o trabalho fica inviável. Na graduação, por exemplo, o que mais queremos no último ano é fazer as atividades e não ter problemas, diz.

O professor ário faz questão de frisar que os desentendimentos não são casos rotineiros e que a orientação, na maior parte das vezes, é uma relação prazerosa. Alguns alunos têm a capacidade de nos fazer enxergar caminhos diferentes. ? uma pena que isso seja tão raro.

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