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Congestionamentos marcam locais de provas do vestibular da Ufba

      
Por Carmen Azevêdo

Em frente ao Colégio Iceia - onde compareceram 1.940 candidatos e faltaram 76 -, o movimento era intenso por volta das 7h30 da manhã, com o tráfego congestionado na Ladeira do Arco devido ao vestibular. Pouco antes de 7h50 - horário de fechamento dos portões -, familiares de vestibulandos, acompanhantes e um grupo de pessoas de um colégio pré-vestibular organizaram uma verdadeira torcida pelos alunos que chegavam esbaforidos em cima da hora. A coordenação ia fechando os portões, quando alguém gritava: Tá vindo outro aí! Corre, corre!. Outro do mesmo colégio entregava brindes - uma sacolinha com chocolates e balas - na reta de chegada dos estudantes ao portão. Dois dos candidatos chegaram descalços, com as sandálias nas mãos.

Mas, mesmo assim, muita gente não conseguiu chegar a tempo e nos portões formou-se um aglomerado de candidatos, pedindo pelo amor de Deus aos seguranças. Daniele Carvalho sentiu na pele a frustração de perder o horário. Estava tentando vestibular para enfermagem e fiz bem a prova ontem (anteontem). Agora nem sei se vou ficar mais, disse ela com uma expressão de choque.

Uma das mais exaltadas gritava do portão: Pegamos um engarrafamento na Liberdade. Você tem filhos. Ele também precisa passar no vestibular para se manter na sociedade, bradou. E acrescentou para os colegas: Ontem eu comecei a prova às 8h15. Com certeza, esse horário (8h), nem entregaram a prova ainda, afirmou. Amélia da Silva Horácio se virou para chegar a tempo, mas também não conseguiu. Com os olhos cheios de lágrimas, ela contou: Estava tudo engarrafado, desci do ônibus, peguei um táxi, o táxi parou no meio da ladeira e eu peguei uma carona com um motoqueiro, mas nem assim..., relatou.

Segundo o coordenador de seleção, um dos retardatários subiu no telhado do colégio para tentar entrar, mas os fiscais o retiraram. E na Faculdade de Direito, uns meninos tentaram pressionar uma porta de vidro, o pessoal ficou com medo de que quebrassem, informou Almeida.

No Colégio Central, cerca de dez pessoas ficaram do lado de fora, tentaram entrar pela portaria dos fundos, mas a coordenação não permitiu. Até as 8h20, ainda tinha gente chegando. Um dos retardatários foi Marília Alcântara, 19 anos, que mora em Vila Canária. Saí 6h40 de casa, onde moro, tem ônibus no horário certo. Mas da minha casa para a Estação Pirajá, peguei o maior engarrafamento na BR, e perdi dois Lapas na Estação. Aí não consegui chegar no horário, contou chorando. Um dos seguranças do portão, Antonio José, informou que ninguém havia tentado pular o portão ou o muro ontem pela manhã

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