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MEC não interrompeu negociações com grevistas, diz Haddad

      
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que o Ministério da Educação (MEC) não suspendeu as negociações com os professores e técnicos que estão mobilizados há cerca de três meses. A afirmação rebate as críticas que estão sendo feitas nesse sentido por líderes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Federais Brasileiras (Fasubra).

Está tramitando no Congresso o projeto de lei (para a Educação Superior) com a garantia de aporte de recursos que é o dobro do ano passado, disse o ministro, ao final da solenidade de entrega do prêmio Professores do Brasil.

O Andes e a Fasubra, junto com o Sindicato dos Servidores da Educação Básica e Profissional (Sinasefe), realizam durante todo o dia uma manifestação de professores universitários e estudantes em frente ao MEC.

As entidades pleiteiam a retomada das negociações com o ministério, interrompidas, segundo os organizadores da manifestação, sem o atendimento da pauta de negociação. Entre as reivindicações comuns ao Andes e à Fasubra estão o reajuste de 18% para reposição da inflação do governo Lula e a realização de concursos públicos para repor os professores e técnicos nas instituições. Os manifestantes também querem a constituição de um grupo de trabalho para avaliar a criação de uma carreira para o magistério superior federal.

Na avaliação do coordenador da Fasubra, Luiz Antonio de Araújo Silva, a entidade está engajada na paralisação nacional e na manifestação em frente ao MEC por causa da intransigência do ministro da Educação.

Segundo ele, há uma extensa pauta de reivindicações, que engloba temas como os hospitais universitários e verbas para concurso público, que não está sendo cumprida. O governo não atende e nega, inclusive, o que foi projetado no Orçamento deste ano, diz.

O sindicalista afirma que a greve não acabou. Existem alguns setores que retornaram e outros que descumpriram a deliberação do Comando Nacional, mas, há a determinação da categoria para continuar a greve, explicou, confirmando que, a partir do próximo dia 29, as assembléias da categoria começam a acontecer em todo o país. As informações são da Agência Brasil.

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