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Universidade cresceu 30% nos últimos quatro anos

      
Renata Cafardo e Bruno Pãs Manso

A Universidade de São Paulo (USP) que Suely Vilela começará a dirigir a partir de sábado - pelos próximos quatro anos - tem crescido em números e em gente. Nos últimos quatro anos, a instituição teve o maior aumento no número de vagas no vestibular já registrado, passando de 7.801 para 9.952. Conseqüentemente, cresceram também a quantidade de alunos de graduação e pós, professores, cursos, funcionários. E a maior universidade do País ganhou um novo campus, na zona leste da capital.

Apesar das reclamações, o orçamento acompanhou essa ampliação - pelo menos quando se fala em porcentagem. Em 2001, o governo do Estado repassava à USP R$ 1,3 bilhão, vindo da arrecadação do ICMS. Em 2005, o valor passou para R$ 1,7 bilhão. Assim, tanto a expansão de vagas quanto a de verbas giraram em torno de 30%. Acredito que a USP tem capacidade para receber até 12 mil alunos por ano e chegar a 50 mil estudantes de graduação, diz o reitor Adolpho José Melfi. Hoje, são 45.946 alunos.

Mesmo assim, ele acha que a fase da expansão está no fim. Segundo Melfi e todos os candidatos a reitor neste ano - inclusive Suely - , um dos grandes temas da instituição daqui pra frente deve ser a internacionalização. ? consenso que a USP precisa ter uma política centralizada para incentivar o duplo-diploma, em que o estudante faz parte do curso no Brasil e parte no exterior. Já há iniciativas da Escola Politécnica e das faculdades de Matemática, Física, Química e Economia e Administração (FEA). Para que haja a consolidação, é preciso que a USP atraia mais estudantes estrangeiros, que ainda acontece pouco, diz Melfi.

COTAS Poucas são as chances para um sistema de cotas na USP com a vitória de Suely. Ela, assim como muitos dos dirigentes da instituição, acredita em políticas afirmativas apenas que fortaleçam a escola pública para que os alunos consigam se sair bem na Fuvest. Suely reiterou essa posição ontem, após ser anunciada reitora pelo governador.

A mudança mais esperada para os próximos anos pelo movimento estudantil e sindicatos de professores e funcionários é a do estatuto da USP. Na medida que a instituição se tornar mais democrática, ela pode cumprir melhor seu papel de universidade pública, diz o vice-diretor da Associação dos Docentes da USP, Francisco Miraglia. A eleição indireta, segundo ele, é um dos principais exemplos.

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