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E a ordem é trabalhar

      
Diogo Pelissaro/ Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais

Toda vez que a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Sul publica a listagem dos aprovados, deixa uma ponta de frustração em milhares de bacharéis em Direito. Será problema dos estudantes apenas? A propósito, teve algum aluno que fez a prova e não foi aprovado em todas as disciplinas na Faculdade de Direito? E, mais, gostaria de saber quantos dos atuais advogados têm condição de se submeter e serem aprovados num Exame de Ordem? ? um início para a aplicação do princípio constitucional da igualdade. As faculdades estão exigindo cada vez mais dos alunos. Os professores estão cada vez mais qualificados no exercício da docência. Hoje, o mundo e, por conseqüência, as aplicações das normas jurídicas estão cada vez mais instáveis. Exigindo muito mais dos acadêmicos.

Muito bonito é dizer que é bom para os litigantes que seus advogados tenham passado na prova da Ordem, quando se tem sua vaga assegurada... Mas se os advogados, promotores, delegados e juízes que hoje militam na área jurídica fossem obrigados a ser submetidos a tal prova, será que se repetiriam os índices dos atuais egressos?... Acredito, sinceramente, que a resposta seria negativa... Ou seja, será que eles seriam capazes de repetir os quase 25% do índice de aprovação dos bacharéis? ? uma pergunta que há necessariamente de ser feita.

Nos dias atuais, temos uma diferença muito grande em termos de dinâmica de estudo da que tínhamos alguns anos atrás, quando os atuais profissionais iniciaram suas carreiras. Porque o mundo está em franca aceleração e anda em uma velocidade tão grande, com tanta informação atirada para nossa memória, que fica praticamente impossível fazer uso dela em tão curto espaço de tempo, com um grau de esgotamento mental tão grande, como o que ocorre no ato de realização da prova.

Não defendemos aqui que a prova seja abolida, mas que seja realizada em etapas e sua aplicação feita durante o período acadêmico. Sem com isso, ao final, gerar frustrações de milhares de reais gastos e cinco ou seis anos de sua vida que são avaliados em aproximadamente 12 horas exaustivas, em que você somente estará acompanhado de sua própria agonia.

Justa e igualitária, assim será a apreciação dos conhecimentos técnicos dos profissionais. Afinal, todos querem trabalhar. E, egressos ou antigos advogados, todos passaram pelos bancos acadêmicos. E continuam passando...

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