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Notícias

UnB mantém greve

      
Mariana Flores

Os professores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram ontem, em assembléia, manter a greve que já dura 77 dias. O movimento, no entanto, começou a enfraquecer com a volta dos técnicos ao trabalho desde o início desta semana. Dos mais de dois mil professores da instituição, apenas 172 compareceram à assembléia. A grande maioria dos presentes ? 117 ? votou pela continuidade da paralisação. A decisão da UnB deverá ser confirmada nas outras 41 universidades brasileiras, segundo expectativa do Sindicato Nacional das dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) em assembléias até o fim desta semana. A greve deve continuar porque estamos apostando que o governo vai ter sensibilidade e vai mudar a postura de romper com a categoria, afirma a presidente do Andes, Marina Barbosa.

Ontem, os professores e técnicos das universidades, os professores das escolas técnicas e agrotécnicas e dos Centros Federais de Educação Tecnológica se uniram ao movimento negro em manifestação pela Esplanada dos Ministérios. Cerca de 1,2 mil grevistas aderiram à II Marcha Contra o Racismo, que interditou o trânsito próximo aos ministérios no horário de almoço. Pelos cálculos da Polícia Militar, cerca de 6 mil pessoas participaram da passeata. A manifestação dos professores e técnicos incluía um acampamento no gramado da Esplanada que deveria durar até amanhã. A chuva de ontem, no entanto, atrapalhou os planos dos grevistas, que tiveram que buscar abrigo em ginásios de clubes da cidade.

Os professores protestam contra a ameaça do governo de enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei com a proposta rejeitada pela categoria. Nela o governo prevê a elevação em 50% da titulação dos técnicos, o que acarretaria em aumento nas gratificações. Eles cobram reajuste linear e a paridade entre aposentados e ativos.

Paralisação Entidades de classe da área jurídica federal fazem a partir de hoje uma paralisação de 48 horas para pressionar o governo a enviar o anteprojeto de lei que adota o subsídio como forma de remuneração destas categorias ? eliminação das gratificações. Cruzarão os braços procuradores federais, advogados da União, procuradores da previdência, procuradores da Fazenda Nacional e defensores públicos da União. Ao todo, somam mais de 5 mil profissionais em todo o país, segundo o presidente da Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni), José Wanderley Rozima. Ficarão paralisados hoje e amanhã serviços internos das entidades e a emissão de certidões dos procuradores.

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