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Falta em dia sagrado ameaça aluno

      
Artur Rodrigues

Estudo ou religião? Esse é o dilema em que se encontra o estudante de Comunicação Social Leonardo Rodrigues Borba, 21 anos. Adventista do sétimo dia, o rapaz ? que cursa o 4º e último ano na UniABC (Universidade do Grande ABC) ? não pode praticar nenhuma atividade fora da igreja do pôr-do-sol de sexta-feira até a noite de sábado. Leonardo continua guardando as noites de sexta. Mas corre o risco de não se formar. Tudo porque a universidade, que respeitava a particularidade até o semestre passado, teria mudado de postura em relação ao assunto.

Sempre tive a facilidade de conversar com professores, fazia provas em outros dias, repunha as aulas. Agora, como mudou a coordenação do curso, veio a bomba de que não poderei repor as aulas, conta Leonardo, que chegou a ceder sua imagem para a campanha publicitária da universidade.

Agora, o medo do rapaz, que tem suas imagem veiculada em outdoors da UniABC, é de não se formar. Ele terminaria o curso dia 30 de novembro deste ano.

Em conversa com o coordenador do curso, Leonardo diz ter ouvido, além da negativa, conceitos desrespeitosos em relação à religião adventista. Ele disse que vou ter que assistir às aulas e acabou, porque vivemos em um país regido pelas leis do catolicismo, relata o estudante, morador de Santo André.

Procurada durante toda a tarde de terça-feira pela reportagem, a direção da UniABC não quis se manifestar sobre o assunto.

Lei ? O presidente da Ablirc (Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania), Samuel Luz, afirma que Leonardo está protegido pela Constituição Federal, no artigo 5º, incisos V e VIII. O inciso VIII diz: ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Para que não haja dúvidas, a entidade está mobilizada para aprovação de lei estadual que resguarde adventistas e judeus, que também guardam o sábado (que começa no pôr-do-sol de sexta-feira e acaba no de sábado). Já mobilizamos 30 mil assinaturas para a aprovação dessa lei, afirma Samuel Luz. Em junho, o município de São Paulo aprovou lei relacionada à garantia de que adventistas e judeus possam fazer concursos em outros dias que não o sábado.

Por enquanto, segundo Samuel Luz, a entidade tem entrado com mandados de segurança. Tivemos uma decisão favorável, recentemente, contra a universidade Mackenzie, afirma o presidente da associação.

Outras informações sobre questões relacionadas à liberdade religiosa podem ser encontradas no site da Ablirc (www.ablirc.com.br).

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