text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

UnB lança portal sobre a fauna da Amazônia

      
A Universidade de Brasília (Unb) lançou ontem um portal que tende a beneficiar todos os interessados em estudos dos assuntos relacionados à Amazônia. Os internautas já podem acessar gratuitamente as informações contidas no trabalho inédito sobre a flora brasileira e sua utilização sustentável pelo endereço eletrônico www.fepad.org.br/floraamazonica.

Elaborado pelo Laboratório de Tecnologia Química (Lateq) da Universidade, o portal Flora Amazônica é uma verdadeira enciclopédia com informações sobre 250 espécies de produtos naturais não-madeireiros encontrados na floresta.

A proposta é financiada por um grupo de empresas do Japão e da Suíça, que investiram cerca de US$ 387.185 nas pesquisas e realização do site. Floriano Pastore, coordenador do projeto e professor do instituto de Química, explica que um dos maiores feitos do projeto é dimensionar a realidade e o potencial da região Amazônica. Floriano também aproveita a deixa para explicar que até o final do ano estarão concluídos os dados restantes. Conseguiremos lançar o restante das informações catalogadas e oferecer todo um diagnóstico socioeconômico da região.

Segundo ele, o site é uma oportunidade indispensável para que sejam divulgados de forma bastante dinâmica e prática todos os dados nativos e levantar os dados técnicos necessários a todos os pesquisadores de botânica.

O Flora Amazônica faz parte do projeto Non Wood II, desenvolvido desde 1998 pelo Lateq, cuja intenção é incentivar o aumento da procura de produtos vegetais como os provenientes da seringueira, da castanheira, do açaizeiro, em lugar da exploração madeireira. Daí o nome Non Wood (não-madeireiro). No portal, serão encontradas informações sobre categorias de uso, distribuição, aspectos ecológicos, cultivo e manejo, coleta, processamento e utilização da primeira parte do levantamento. Acredito que esse seja uma dos mais completos bancos de dados de produtos amazônicos já elaborado, afirma o coordenador.

Também responsável pela catalogação, a engenheira florestal e mestre em Botânica Mary Naves dos Santos explica que participou de toda a elaboração do projeto original (Non Wood I), porém detectaram-se diversos erros e novas adaptações foram necessárias. A botânica explica que todas as pesquisas vêm sendo realizadas desde 2002, quando deram inicio à primeira fase do projeto. O portal tem a função de informar e orientar. ? de extrema utilidade para todo e qualquer estudante ou pesquisador, e também para as associações, cooperativas e qualquer outro veículo que possa ter algum interesse no assunto, defende Mary. Muitas espécies são coletadas e não são devidamente manejadas e aproveitadas. O site também aproveita para disponibilizar algumas informações importantes sobre as espécies que não são tão divulgadas, defende a pesquisadora.

Outra importante linha de ação do projeto é o levantamento de dados para diagnóstico socioeconômico de toda a região Amazônica, ainda em fase inicial. Já foi possível constatar, porém, que, apesar do quadro econômico irregular, se o extrativismo for incentivado ajudará tanto na subsistência do morador quanto na proteção da floresta. Pastore calcula que uma família que vive do extrativismo guarda 400 hectares de floresta. Por outro lado, se o trabalhador não tem do que viver, torna-se um predador e passa a matar animais e a queimar a mata.

Para difundir o desenvolvimento e a tecnologia dos produtos extraídos da floresta, o Non Wood II também realiza estudos com três produtos típicos locais: o óleo de andiroba, o extrato da semente de cumaru e o óleo de sucuúba. O primeiro atua como repelente e antiinflamatório, o cumaru é usado para aromatizar caixas de charuto e chocolate e o óleo de sucuúba trata de úlceras. Como parte desse trabalho, também será produzido um manual para manipuladores de cosméticos, com 60 espécies da flora amazônica.

  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.