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Vestibular está na Justiça

      
A Universidade Federal do Pará (UFPA) deu entrada em uma ação cautelar na Justiça Federal para afastar os riscos de o vestibular não se realizar. Com uma decisão favorável, uma das possibilidades é ter o aumento da força policial durante as provas. Assim, os locais de prova poderão ter a segurança reforçada por mais agentes da Polícia Federal. Independente disso, a diretora do Departamento de Apoio ao Vestibular (Daves), Célia Brito, avisa aos candidatos que os preparativos não sofreram nenhuma alteração.

Célia Brito afirma que a ação não se deve ao temor de investidas dos professores grevistas no domingo. O recurso, continua, foi proposto após a decisão dos pais de alunos do NPI de tentar suspender o concurso e as tentativas dos servidores em greve de impedir as inscrições e a entrega dos cartões de confirmação dos inscritos.

? natural que a universidade se precavenha. Mas não que tenha medo de haver qualquer manifestação, justificou Célia. Segundo a diretora, as anunciadas tentativas de impedir o concurso não provocaram qualquer alteração nos preparativos para a prova de domingo, quando 43.279 pessoas (entre concluintes e não-concluintes) farão a primeira etapa do Processo Seletivo Seriado (PSS).

Estamos dando continuidade a todas as ações para que a prova seja realizada no domingo, reforçou ela para tranqüilizar os candidatos. Ontem, por exemplo, foi realizada a orientação dos fiscais de prova. Eles foram selecionados entre os técnicos e alunos da instituição, recebendo uma ajuda de custo de R$ 50,00.

A diretora não acredita em desistências, no domingo, para prejudicar a realização do concurso. E mesmo que isso aconteça, ela explica haver uma lista de substitutos. Até agora, ela afirma que as faltas registradas na primeira reunião com os fiscais ficaram dentro das expectativas.

Para a diretora, a não ser pelo desgaste que os impasses têm causado aos candidatos, os demais problemas são contornáveis. Ela ainda alerta aos estudantes que evitem imprevistos, chegando ao local de provas com pelo menos uma hora de antecedência e tendo em mãos o documento de inscrição e o dicionário.

Quanto à possibilidade da presença de policiais federais nos 128 locais de prova, Célia Brito diz que será apenas reforço, pois a instituição já presta apoio durante o concurso.

Sintufpa e NPI não tentarão boicote; Adufpa não revelou ações planejadas Mesmo lamentando a realização do vestibular neste final de semana, o Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos da Universidade Federal do Pará (Sintufpa) e a Associação dos Pais e Mestres do NPI prometem não atrapalhar o andamento das provas. Para eles, o melhor a fazer é esperar os recursos legais que ainda estão tramitando na justiça. Já o sindicato dos professores (Adufpa) preferiu não se posicionar sobre as ações a serem tomadas para inviabilizar o certame.

Estas organizações durante todo o processo seletivo do PSS 2006 procuraram meios para conseguir o adiamento das provas, seja através de protestos nas ruas, piquetes, reuniões ou ações na justiça, mas até o momento não obtiveram êxito. A principal alegação pelo adiamento é de que os alunos do Núcleo Pedagógico Integrado (NPI) e do Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará (Cefet-PA) serão prejudicados por não terem concluído os conteúdos programáticos exigidos pela UFPA, em razão de estarem sem aulas há quase seis meses, em decorrência da greve.

Tudo que poderíamos fazer para tentar adiar o vestibular já foi feito, então só nos resta lamentar esta decisão arbitrária que só vêm se mostrando prejudicial para os estudantes, não só das escolas federais como das públicas de uma maneira geral , afirmou a coordenadora geral do Sintufpa, Maria Leonel.

A proposta de fazer piquetes ou boicotar o trabalho dos fiscais até chegou a ser cogitada na última assembléia da categoria, mas foi rejeitada pela maioria.Muitos querem garantir o dinheiro extra da fiscalização das provas, justificou. Segundo ela, a última tentativa foi a entrega das pesquisas realizadas pelo sindicato ao reitor, na qual foi constatado que 843 dos 1076 candidatos ouvidos eram a favor do adiamento.

O presidente da Associação de Pais e Mestres do NPI, Jorge Filgueiras, também garantiu que nada será feito nos dias de prova. Entretanto, ele ainda se mostra esperançoso de conseguir virar o jogo até lá. Nós entramos na última segunda-feira com uma ação na Justiça Federal para conseguir uma liminar a nosso favor, o resultado ainda pode sair, não perdemos a esperança, afirmou.

A assessoria da Associação de Docentes da UFPA (Adufpa) apesar de ter anunciado radicalizar o movimento para impedir a realização das provas, preferiu não divulgar quais medidas seriam tomadas para não deixar os candidatos que estão concorrendo ao certame mais nervosos. A decisão de entrar com uma medida cautelar, pela coordenação do concurso, para garantir a tranqüilidade das provas também não foi comentada.

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