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Notícias

Fuvest tem mais candidatos carentes

      
Renata Cafardo

Aumentou neste ano o número de carentes entre os 170 mil inscritos para o vestibular da Fuvest, no domingo. Todos os indicadores de pobreza da população cresceram. A quantidade de estudantes com renda familiar inferior a R$ 1.500 passou de 39,2% para 42,8%. Subiram também os números de estudantes vindos de escolas públicas e de pretos e pardos. A mudança é um reflexo principalmente de uma política de isenções da Universidade de São Paulo (USP), que não cobra a taxa do vestibular de candidatos carentes. A instituição adotou a política como uma alternativa às cotas.

A reserva de vagas para negros ou pobres na universidade pública não é aceita pela atual administração e também não está nos planos da nova reitora, Suely Vilela, que toma posse amanhã. Acho que nossa tentativa de incluir com a isenção está funcionando, diz a diretora da Fuvest, Maria Thereza Fraga Rocco.

Pesquisas da entidade mostravam que o custo para participar da prova - neste ano, somando manual e taxa, é de R$ 105 - era um dos grandes motivos para que os estudantes carentes nem sequer se inscrevessem no exame. A política de isenções começou em 2000, com cerca de 5 mil benefícios e, neste ano, ofereceu um recorde de 65 mil. Não foi benevolência. Conseguimos isso com muita pressão e ações judiciais, diz o coordenador da ONG Educafro Eduardo Pereira Neto, que oferece cursinho gratuito para carentes. Para ele, o ideal seria que a USP desse isenção para todos os formandos no ensino médio público do Estado.

Segundo Maria Thereza, o crescimento nos índices de carência também pode ser explicado pelo aumento na procura pelos cursos da USP Leste. No ano passado, foram cerca de 6 mil inscritos e, neste ano, 12 mil. Os dez cursos da unidade inaugurada em fevereiro atrãm mais carentes, mais negros e mais estudantes de escolas públicas - por causa da localização, pela opção de cursos noturnos e pela menor concorrência. A carreira de Ciências da Natureza, por exemplo, teve 44,8% de pretos e pardos e 81% de alunos do ensino médio público entre os inscritos.

Os números gerais mostram que 23,1% dos inscritos na Fuvest se declararam pretos ou pardos. No vestibular para 2005, o índice era de 21,4%. Entre os alunos da rede pública, o aumento maior foi no índice relacionado ao ensino fundamental: 43,6%. O número, além de ser superior ao do ano passado, ganha também do total dos que cursaram a rede particular (41,7%). No ensino médio público, a diferença também foi grande com relação ao ano anterior: 41,8% ante 38,6%.

PROVA A primeira fase da Fuvest começa às 13 horas e terá cem questões, de múltipla escolha, de história, geografia, matemática, física, química, biologia, português e inglês. ? preciso chegar uma hora antes ao local de prova. Para os professores de cursinhos, assuntos que estiveram nos jornais durante o ano podem aparecer nos exames, principalmente em geografia, história e biologia. A professora do Objetivo Vera Lúcia da Costa Antunes cita as crises no Iraque, a retirada dos judeus da Faixa de Gaza, tsunamis e a questão dos imigrantes na Europa. A gripe aviária, a febre maculosa e a febre aftosa também estão entre os possíveis temas.

O portal Estadão.com terá, logo após o término da prova, uma correção online feita pelos professores do Objetivo. O candidato verá as questões, no canal Educação, à medida que forem corrigidas e comentadas. E poderá também acompanhar ao vivo os professores pela TV Web. O endereço é www.estadao.com.br/educando.

IDIOMA DE PAULO COELHO: O jornal francês Le Figaro publicou ontem uma reportagem em que afirma que a língua portuguesa está na moda na França. Apesar da numerosa comunidade portuguesa no país, o jornal refere-se ao Brasil como o principal responsável.

Por trás disso, está a visibilidade que o Brasil vem tendo na França. Por iniciativa dos dois governos, o país europeu está sendo palco de manifestações culturais brasileiras. ? o Ano do Brasil na França.

O idioma de Paulo Coelho, nas palavras do Figaro, é hoje a língua estrangeira de cerca de 24 mil alunos dos colégios franceses. A França é o único país da Europa, fora Portugal, que oferece o português em todos os níveis de educação. Os professores - hoje há 300 - são formados em duas faculdades.

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