text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Provão X Sinãs

      
Obrigatoriedade Provão ? Era obrigatório para todos os alunos. Quem não fizesse o exame, não recebia o diploma Sinãs ? O exame é aplicado, por amostragem, aos alunos no início e no final do curso

Periodicidade Provão ? Os exames eram realizados todos os anos Sinãs ? Para fins operacionais, os cursos serão distribuídos em quatro grandes áreas: ciências humanas, exatas, tecnológicas e biológicas e da saúde. A prova é feita a cada três anos, por área

Notas Provão ? Dependendo do desempenho dos alunos, o conceito do curso era A (mais alto), a E (mais baixo). Os conceitos D e E significavam reprovação do curso. Sinãs ? A menção depende do desempenho na avaliação da instituição, dos cursos e dos estudantes

Punição Provão ? O fechamento era a mais severa prevista para os cursos que obtiveram três conceitos D ou E consecutivos e mais avaliação insuficiente do corpo docente. Mas nenhum curso foi fechado Sinãs ? A proposta do MEC é rebaixar as instituições a partir do seu desempenho. A universidade pode perder a autonomia, por exemplo, para abrir cursos e vagas sem a autorização do MEC. Em casos extremos, a instituição pode ser fechada

Paulo Renato - Ex-ministro e consultor Pai da primeira experiência de avaliação do ensino superior no país, o ex-ministro da Educação Paulo Renato Sousa lamenta a substituição do Provão pelo Sinãs. Para ele, o novo sistema pode colocar os avanços conquistados na vigência do Provão a perder. O Sinãs coloca em risco o que foi feito, sem dúvida. E a sociedade vai sentir muito a diferença e vai ser muito rápido, disse ao Correio.

Qual foi a principal conseqüência do Provão? O principal impacto foi a melhoria da qualidade das instituições, tanto privadas quanto públicas. ? claro que as particulares tiveram um salto maior de qualidade, mas até as federais foram obrigadas a investir nisso.

De que maneira a qualidade aumentou? Tive notícias de reitorias que se reuniram com professores e alunos para explicar notas baixas e, no ano seguinte, todos se mobilizavam para melhorar o desempenho do curso. Uma nota baixa era ruim para a faculdade, mas também para alunos e professores. Com isso, melhoraram a oferta de equipamentos e da biblioteca e aumentaram o número de professores qualificados em sala de aula.

O senhor ainda é convicto da qualidade do Provão ou acha que o sistema mudou para melhor? O Provão me deu muita segurança.

O Sinãs não lhe dá essa segurança? O Sinãs coloca em risco o que foi feito, sem dúvida. E a sociedade vai sentir muito a diferença e vai ser muito rápido. Essa idéia de fazer a cada três anos por exemplo é muito séria. O sistema cresce rápido demais. São muitas instituições novas a cada ano para demorar tanto tempo para testá-las.

Esse é o único problema? Não. O exame deixou de ser universal. Com isso, perdemos a garantia de que o aluno fará a prova com empenho. Além disso, ficamos sem ter como comparar com outros estudantes porque nem todo mundo fez.

O MEC agora tem outra visão de avaliação. Tanto que instituiu a prova em dois momentos diferentes do curso? Para mim essa é a mudança mais grave. O MEC inventou esse saldo com as notas gerais e específicas e as notas serão uma mistura dos resultados. A média não significa nada na hora de avaliar o sistema de ensino e nem quando estamos acompanhando o desempenho do curso. (EK)

  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.