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Entrevistas - Fernando Haddad

      
A troca do Provão pelo Sinãs foi fundamental para que o processo de avaliação do ensino superior acontecesse por inteiro. A grande razão por termos evoluído menos do que deveríamos é justamente os instrumentos imaturos que estavam à disposição do Ministério da Educação, afirma o ministro Fernando Haddad, nesta entrevista ao Correio. Ele explica que o conselho responsável pela implementação do sistema de avaliação está na última fase de discussões para que o processo aconteça efetivamente.

Apesar das críticas, o senhor acha que o Provão foi bom para o ensino superior brasileiro? O Provão foi importante, embora tenha sido projeto imaturo. Teve erros como todo projeto inicial e por isso teve que ser aperfeiçoado. Eu entendo o Sinãs como um aperfeiçoamento do sistema de avaliação das instituições de ensino superior.

Em 10 anos de avaliação, as universidade, faculdades e centros de ensino mudaram muito? Menos do que poderiam. ? essa a grande razão por ter evoluído menos do que deveria: os instrumentos imaturos estavam à disposição do Ministério da Educação. Agora, imagino que seja diferente, que vamos avançar mais na qualidade do ensino.

Mas o atual sistema tem coisas do Provão? Tenho convicção de que o Sinãs se vale da experiência do Provão, mas avança numa direção mais consistente e mais coerente com a experiência internacional. Não é à toa que não existe Provão em nenhum outro lugar do mundo, mas algo muito parecido com o Sinãs. Nos valemos da experiência, ele foi importante, mas adequamos o sistema porque ele não produziu os resultados almejados.

A extinção do Provão é muito criticada por Paulo Renato. Não adianta criticar. O processo tem que ser visto com naturalidade. Temos que ter a convicção de que quem virá depois, fará melhor. Até valendo-se inclusive da nossa experiência agora. Se isso não for assim, terá acontecido alguma coisa errada.

O Sinãs já funciona plenamente? Não. A Comissão de Avaliação do Ensino Superior (Conãs) acaba de aprovar o instrumento de avaliação institucional e os critérios que serão cobrados de cada faculdade e universidade. Agora, a última etapa é criar o instrumento de avaliação de cursos que vai decidir, por exemplo, qual a importância das notas dos alunos no desempenho do curso. (EK)

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