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Estudantes da Ufba param trânsito

      
Camila Vieira Dois microônibus com mais de 20 anos de uso, cheios de problemas mecânicos, e uma Kombi são os veículos disponíveis para que os estudantes da Escola de Veterinária da Universidade Federal da Bahia (Ufba) possam realizar as aulas de campo nas fazendas da universidade em Entre Rios, São Gonçalo dos Campos e Oliveira dos Campinhos, municípios que ficam a mais de 90km de Salvador. Preocupados com as condições precárias dos carros e com os possíveis riscos de acidentes nas estradas, alunos do curso pararam uma das pistas da Avenida Adhemar de Barros, ontem, por volta do meio-dia. Eles fizeram questão de levar para o meio da rua um dos carros utilizados pela universidade. No capô, um caixão feito de papelão representava o enterro simbólico dos veículos. Foi o segundo ato de protesto, o primeiro aconteceu na terça-feira.

Nos últimos dias, os alunos estão contando apenas com a Kombi, que transporta, no máximo, 12 pessoas. Um dos microônibus está na oficina, desmontado, e o outro parado com o balão de freio furado. De acordo com Thaís Batinga, estudante do 8º semestre do curso, a intenção da mobilização é chamar a atenção do Ministério de Educação e Cultura (MEC) para a necessidade de aquisição de veículos novos. Não dá mais para usar os carros que temos. Em uma das últimas viagens aconteceu um acidente, colocando em risco a vida de todos, afirmou. Ela fez questão de ressaltar a importância dos carros para o curso de veterinária, alegando que 46 disciplinas da grade curricular precisam de aulas práticas.

Os estudantes enviaram ao MEC um dossiê com fotos dos carros explicando a situação. O documento apresenta os recibos equivalentes aos concertos feitos nos microônibus entre 2004 e 2005. Foram gastos, em um ano, R$39 mil. Com esse dinheiro dava para pelo menos dar entrada em um veículo novo, que não ponha em risco as nossas vidas, toda vez que precisamos viajar, alegou Gustavo Macedo, aluno do 9º semestre. O diretor da escola, José Vasconcelos, apoiado pelo vice-reitor José Mesquita, e pelo reitor, Naomar Almeida, fez contato com o ministério, explanou a situação e reforçou a necessidade da liberação de verba para compra de veículos novos. Só temos esses nessas condições e ainda servem para dar suporte às escolas de nutrição e enfermagem, que não dispõem de carros e sempre solicitam os nossos, assinalou.

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