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Aumento pode ser dado por MP

      
Mariana Flores

Uma semana após anunciar o fim das negociações com os professores universitários, em greve há quase 90 dias, o Ministério da Educação convidou representantes dos grevistas para uma reunião ontem. O tom da conversa, no entanto, não foi nada animador para os docentes, que participavam de uma manifestação em frente ao ministério. Além de reafirmar a decisão de enviar um projeto de lei para o Congresso Nacional com a proposta rejeitada pelos professores, o governo assumiu já pensar em um caminho mais rápido, editar uma Medida Provisória com o mesmo texto. O Jairo Jorge (da Silva, secretário-executivo do MEC) fez questão de dizer que não estava na posição de negociador. Disse que o MEC não tem como ir além e que o PL será enviado para o Congresso em regime de urgência. Se precisar o governo não deixará de apresentar uma MP, conta a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marina Barbosa.

O comando de greve do Andes se reúne hoje para verificar os resultados das assembléias realizadas nas 39 universidades que possuem departamentos paralisados pela greve. As apurações iniciais, segundo Marina, indicam continuidade do movimento, assim como foi decidido na Universidade de Brasília (UnB) na última terça-feira. Hoje, os professores fazem novos protestos na Esplanada dos Ministérios. Os organizadores do movimento grevista planejam levar a manifestação a outras pastas ? do Planejamento e da Fazenda.

A idéia é fazer uma manifestação parecida com a que foi realizada ontem, que reuniu cerca de 600 pessoas, entre professores, técnicos das universidades e estudantes, em frente ao MEC de 7h às 19h. Os professores reivindicam reajuste de 18% no vencimento básico em 2005 e 2006. Pela proposta do governo, eles terão aumentos nas gratificações a partir do ano que vem, que variam de 6% a 9%, segundo Marina.

Aos técnicos, o secretário Jairo Jorge prometeu manter as negociações. Das 55 universidades federais brasileiras, 26 mantêm a greve que se estende por mais de 80 dias. Outras 15 voltaram ao trabalho nesta semana, o que enfraqueceu o movimento. O MEC se comprometeu a manter as negociações, mas falta um comprometimento de que vão atender a nossa reivindicação, afirma João Paulo Ribeiro, coordenador-geral da Federação Brasileira dos Sindicatos dos Servidores das Universidades Brasileiras (Fasubra). Os técnicos das universidades cobram do governo que o reajuste liberado para o próximo ano seja estendido para toda a categoria. Segundo Ribeiro, um terço dos servidores, os que têm salários mais altos, ficaram de for a dos aumentos salariais. Os alunos, que protestavam contra a reforma universitária, ouviram do secretário que o MEC está aberto para negociações.

Reitores Paralelamente à manifestação dos funcionários, os dirigentes das universidades divulgaram ontem uma nota conclamando técnicos e professores a retomarem ao trabalho. Pelo documento, os dirigentes alegam que as reivindicações, mesmo que parcialmente, já foram atendidas. Os alunos e a sociedade brasileira não podem sofrer as conseqüências das indefinições do presente quadro, sob pena de sérios prejuízos à nação e ao interesse maior da sociedade, disse a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) na nota.

ASSEMBL?IA NA NOVACAP Os servidores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) decidiram não entrar em greve até segunda-feira, quando realizam assembléia. A categoria mantém as negociações com a diretoria da empresa. Os servidores já conseguiram reajuste de 13% no valor do auxílio-creche e de 20% no do auxílio-alimentação. Eles reivindicam abono de R$ 250, quantia que a Novacap considera inviável.

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