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Provão ainda causa controvérsia

      
Erika Klingl

Depois de 10 anos de avaliação das universidades e faculdades brasileiras, pouca coisa mudou na vida dos estudantes. A expansão do ensino privado tem o mesmo vigor de meados da década de 90 e o governo continua autorizando, em média, a abertura de uma instituição por dia. Os alunos que precisam passar por exames profissionais, como a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), têm exatamente as mesmas dificuldades para conseguir registros. E nenhuma faculdade, universidade ou centro de ensino universitário foi fechada até hoje por baixo desempenho na avaliação.

Apesar disso, existe um consenso. Qualquer avaliação é melhor que nenhuma, resume Gustavo Petta, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Justo a UNE que, durante os quase oito anos de vigência do Provão, defendeu o boicote às provas. O Provão era inadequado porque partia do princípio errado. A nota do aluno era a principal medida usada para medir o desempenho da instituição, argumenta. O Provão foi implementado no dia 25 de novembro de 1995 e começou a ser substituído pelo Sistema de Avaliação da Educação Superior (Sinãs) oito anos depois, em novembro de 2003.

Expectativas O ministro da Educação, Fernando Haddad, elogia a iniciativa do governo anterior de ter inaugurado a prática das avaliações de instituições, mas diz que os resultados ficaram abaixo do esperado porque a idéia era imatura. Agora, garante ele, com a avaliação seguindo o conceito de sistema será possível atuar de forma mais incisiva para melhorar a qualidade do ensino.

O ex-ministro Paulo Renato, pai do Provão, pensa de forma oposta. Não podia ser diferente. O Sinãs vai colocar em risco tudo o que foi feito, alerta. Para ele, houve melhora em todo o ensino superior, principalmente porque a prova era obrigatória a todos os alunos. Dessa maneira, não havia como maquiar os resultados e o aprendizado do alunos.

Já Haddad acredita que só será possível medir com exatidão o quanto a vida universitária foi positiva aos estudantes se o conhecimento dos alunos for medido no início e no fim do curso para que seja possível fazer a trajetória.

A UNE, pelo menos até o momento, apóia o Sinãs mais por desconhecimento das regras do que por mérito. Ainda não foi divulgado pelo MEC qual será o peso da nota dos estudantes na menção geral da instituição, afirma. O que não aceitamos é concentrar a responsabilidade nas costas dos estudantes, afirma Petta. De acordo com Fernando Haddad, esse ponto será resolvido nos próximos meses. ? a última fase da definição do Sinãs, explica.

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