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Será que eu vou passar?

      
Não dá mais tempo! Essa tem sido a frase mais repetida entre estudantes do terceiro ano, desde a semana passada. ô que no último domingo, 20, ocorreu a prova da primeira fase do vestibular da UFC, e no próximo, 27, já é dia da prova da Uece.

Entre os milhares de concorrentes a uma vaga na faculdade pública ? que é a mais disputada ? estavam Juliana Michiles, 18, Alwerner Cavalcante, 17, Marjorie Rafãla, 17 e Cecília Rabelo, 17. Todos eles estão fazendo vestibular pela primeira vez e contaram ao Buchicho que estão correndo atrás de datas e fórmulas ignoradas ao longo do ano, tentando manter a calma no meio de tantas outras preocupações como: qual profissão escolher, que faculdade cursar, como controlar o nervosismo, como entrar no mercado de trabalho, como lidar com a pressão dos pais e a pior de todas as dúvidas: Será que eu vou passar?

DESESPERO (a menina de óculos) A Marjorie fez prova para o curso de Psicologia, na UFC, mas está mais ansiosa com a prova da Uece, onde vai tentar Nutrição. O que eu quero mesmo é fazer Nutrição, estou tentando para Psicologia porque é a segunda opção. Ela conta que desde o início do ano estuda três horas por dia e esses meses de véspera de prova ela chama de ôsemanas do desespero©, apesar de confessar que nos finais de semana sempre se dava uma folga. Não sou cdf, mas desde outubro tenho estudado mais, apesar de que sábado e domingo serem dias de diversão©. Quanto ao resultado Marjorie está tranqüila. Dá uma insegurança muito grande, mas pelo menos eu acho que fiz prova boa na UFC.

INDECISÇO (a mais alta de cabelo liso) A Cecília até o dia da inscrição do vestibular não tinha decidido por nenhuma profissão. Resolvi fazer Direito na UFC porque os meus pais me incentivaram. Mas o que quero mesmo estudar é História e me inscrevi neste curso na Uece. Me interesso muito pela história antiga e por política, conta ela. ôMas também acredito que o curso de Direito abre muitas portas no mercado, tem muito concurso na área e gosto da parte criminal da profissão. Qual carreira Cecília vai realmente seguir não é uma preocupação urgente, o nervosismo é mesmo com o vestibular. Quando eu entrar na faculdade eu vejo, o que vou fazer depois, com o que realmente me identifico, diz. Para isso ela confessa que não estudou muito. Mas prestei muita atenção nas aulas e sempre fui boa aluna, nunca fiquei de recuperação. Na hora da prova ela conta que o nervosismo aumentou. ôNão conseguia me lembrar de nada, mas depois fui me acalmando.

? FEDERAL! (o único menino) Alwerner não quer saber de fazer faculdade particular. ôNa teoria os alunos da Federal são os melhores, e eu quero ser o melhor na minha área. Já passei no vestibular da Faculdade Farias Brito, mas quero estudar na UFC, diz. Tanta determinação tem uma razão de ser. ôSonho em ser juiz ou promotor para mudar alguma coisa nesse País©. E para fazer um dos vestibulares mais concorridos no Estado, Alwerner diz que estudou na ômedida do possível© e encarou uma rotina de oito horas de estudo por dia além das aulas no colégio. No sábado tinha aulas de específicas e passava o resto do dia estudando a matéria em casa, no domingo eu lia os livros de literatura indicados para o vestibular. Ele fala que sabe que são poucos os alunos do terceiro ano que estudam pra valer. Sei de muita gente que não faz nada, mas são pessoas que não têm consciência do que querem. Eu vou fazer concurso público.

INSâNIA (a de blusa vermelha com preto) Juliana assume que só foi estudar muito, agora na reta final. ôNo começo do ano eu estudava três ou quatro horas por dia, era só o básico, mas agora eu estou mais estudiosa©, conta. A acelerada no ritmo não impediu o nervosismo de atrapalhar o sono de Juliana. ôNo dia da primeira prova eu até que consegui dormir, mas já faz um tempo que eu não durmo direito©. Ela está fazendo vestibular para Direito, porque sempre quis ser advogada, como a concorrência é grande ? e esse é o seu primeiro vestibular ? ela diz que não está muito preocupada em ser aprovada. ôEstou me dedicando o máximo, se eu não passar não vou morrer. E confessa que na hora da prova toda ajuda é bem-vinda. ôSempre rezo para o meu anjo-da-guarda me dar uma ajudinha e peço muita luz a Deus, conta.

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