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Prêmio privilegia empreendedorismo e inovação no ensino superior

      
Aprendiz ( SP ) Rodrigo Zavala

Na noite de 24 de novembro, nove pós-graduados de universidades brasileiras receberam o Prêmio Santander Banespa de Empreendedorismo e de Ciências e Inovação. Além dos R$ 50 mil dados a cada um deles, os vencedores desfrutaram do reconhecimento de seu rigor científico na condução de pesquisas no meio universitário.

A iniciativa do banco tem como proposta valorizar a o empreendedorismo e a cultura de planos de negócio entre os pesquisadores, nas áreas de Indústria, Comércio, Serviços, Tecnologia e Responsabilidade Social. Assim, incentiva a transformação do conhecimento acadêmico em oferta de melhor qualidade de vida e de bem-estar às pessoas.

No entanto, não deixa de ser curioso um detalhe que passou despercebido pelos organizadores: todos os premiados desenvolveram suas pesquisas em universidades públicas. "Foi uma coincidência", acreditam os organizadores. Mas os números indicam que não é apenas isso, visto que das 22 instituições de ensino que chegaram a semifinal, 16 eram federais, estaduais ou municipais.

A análise leva a um raciocínio simples. Segundo o Felizardo Penalva, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um dos órgãos que avaliaram e julgaram os projetos, a adesão ao prêmio mostra "o estágio altamente desenvolvido em que está a ciência brasileira, particularmente, a pós-graduação". Portanto, ao constatar que universidades públicas sãm na frente em participação e mérito em premiações do gênero, torna-se evidente um dos maiores problemas das instituições de ensino superior particular no país: pesquisa.

No Brasil, nem sequer há consenso sobre quanto é investido em pesquisa. O Ministério da Ciência e Tecnologia trabalha com o dado de 1% do PIB (equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão), mas pretende redefinir a metodologia do cálculo por acreditar que o dado está superestimado. Há quem fale em 0,3% (R$ 390 milhões). Montante que se concentra em universidades públicas.

Assim, as principais agências de financiamento de pesquisas no país não atendem nem a 10% da demanda por bolsas. Para ter uma idéia, somente o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) tem cerca de 16 mil pedidos de bolsa para 2004, dos quais espera atender a apenas mil, em instituições, repita-se, públicas.

O pesquisador sem recursos para bancar uma pesquisa científica pode tentar ir para as faculdades privadas. Porém, passa a se dedicar quase integralmente a dar aulas. O motivo, segundo Abílio Afonso Bãta Neves, da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), é que o desenvolvimento de pesquisas é uma operação complexa em instituições privadas. "? um investimento que não oferece retorno financeiro", declara. Portanto, quando ele existe, segundo Neves, é tratado como "responsabilidade social da instituição".

Seja como for, o investimento do banco é uma das formas de integrar diferentes instituições para compartilhar conhecimento acadêmico. "O desenvolvimento de um país passa pela universidade", afirmou Ignácio Berdugo, diretor do Programa Universidades da América Latina, do Santander. Ele é responsável, por exemplo, por todos os investimentos do banco faz para criar redes cooperativas entre as universidades latinas. O prêmio é apenas um deles.

"Temos que criar a consciência de bloco, mostrando o peso da América Latina no mundo. Para isso é necessário além de desenvolver uma comunidade educativa é preciso desenvolver o potencial econômico dos países", argumenta Berdugo, que por nove anos foi reitor da universidade de Salamanca, Espanha.

O comentário faz sentido, quando os projetos vencedores são analisados. No campo de Empreendedorismo, os temas foram variados: solventes ecológicos, equipamentos de análise de laticínios e para combater a queda na produtividade agrícola, compartiram méritos com insumos mais baratos para a construção civil e um sistema de esgoto inteligente.

Já na área de Ciências e Inovação, os projetos ganhadores pesquisaram formas de facilitar estudo de doenças epidemológicas para vacinas, políticas ambientais, ecoturismo no Amapá com envolvimento da comunidade e uma borracha mais resistente para a indústria.

"Sabemos há muito tempo que a educação é o caminho mais curto para a prosperidade, mas demoramos a perceber que apoiar a educação para ampliar a igualdade não é só desejável por motivos morais, mas por razão de eficiência econômica", afirma o conselheiro e diretor-geral da Divisão América do Grupo Santander, Francisco Luzón.

Para conhecer as pesquisas vencedoras basta acessar o portal Universia. (www.universia.com.br.)

Fonte:Aprendiz
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