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Vestibular da tolerância

      
Fernanda Carvalho Num clima de tranqüilidade e tolerância, 5.835 candidatos disputaram 2.410 vagas da Universidade Católica de Salvador (Ucsal). Pelo menos no campus de maior concentração de candidatos, nada de portão fechado e sonhos adiados. Em função de um acidente de trânsito no início da manhã de ontem, na Avenida Paralela, os mais de três mil candidatos que fizeram provas no campus de Pituaçu contaram com uma tolerância de 20 minutos para fechamento dos portões. Tive dificuldade para chegar por causa do acidente, mas graças a Deus estou aqui, falou esbaforido um dos retardatários, Samir Nunes, que cruzou o portão depois das 8h15 com esperança de ser um dos primeiros na lista de aprovados do curso de direito.

Achamos justo flexibilizar o acesso ao campus de Pituaçu porque fomos informados pela coordenação local do acidente que atingia uma coletividade. Alunos que dedicaram o ano inteiro de estudo estavam chegando aflitos informando que outros ainda estavam a caminho, explicou a pró-reitora de graduação, Liliana Mercuri, que teve a decisão apoiada por candidatos e pais. Acho justo. A ditadura do horário estava muito exacerbada nos vestibulares. A tolerância é uma virtude que deve permear todas as atitudes, considerou o juiz da 12ª Vara Crime, que, na manhã de ontem, cumpria o papel de pai do filho caçula, que lutava pela aprovação no curso de engenharia civil.

Engarrafamento - Por volta das 7h, o tráfego na entrada da Avenida Pinto de Aguiar já era intenso. Em função do engarrafamento que se estendia até a Avenida Paralela - antes mesmo da ocorrência do acidente - muitos candidatos precavidos desciam do carro e corriam para não perder o horário. Fiquei com medo. Se ficasse esperando era capaz de não dar tempo, contou a mãe Elaine Guimarães, que acompanhava a maratona da filha candidata ao curso de direito. Estranhando a ausência de agentes da Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) nas imediações do local de prova, Elaine temia a segurança do local. As pessoas ficam nervosas com o engarrafamento, achando que não vai dar tempo. Isso aumenta o risco de acidentes.

Nos demais três locais de provas - Lapa, Federação e Colégio Estadual Manoel Novais, no Canela -, apesar dos congestionamentos e correria habituais, o prazo foi cumprido. Na Federação, três candidatos lamentaram o atraso. Teve alguns que até choraram, mas não tínhamos como fazer nada. Chegaram aqui depois de 8h30, com mais de uma hora de atraso da abertura dos portões, justificou a coordenadora do campus, Maria do Carmo Melo.

Abstenção - Apesar de 1.055 candidatos não terem comparecido aos locais de prova, o índice de abstenção foi considerado normal pela pró-reitora de Graduação. ? que como o Inep atrasou na divulgação do resultado do Enem, o nome dos convocados acabou constando na lista do vestibular, explica Liliana Mercuri. Desconsiderando, portanto, os 593 candidatos aprovados pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o número de ausentes foi próximo do vestibular passado.

Os que conseguiram cruzar o portão tiveram prazo de quatro horas e meia para responder às 65 questões que abrangiam conhecimentos sobre língua portuguesa, estrangeira (inglês ou espanhol), história, geografia, física, química e biologia, além da redação, que tem peso três e caráter eliminatório. Ao todo, 871 profissionais, entre coordenadores, auxiliares, fiscais e pessoal de apoio, trabalharam no processo seletivo reduzido a uma única manhã. A previsão é que até a segunda quinzena de dezembro, a esperada lista de aprovados já esteja sendo divulgada.

Estudei para passar, garantia a marinheira de primeira viagem Carolina Tebaldi, 18 anos, candidata a uma vaga em direito. Mais experiente para enfrentar o estresse do terceiro vestibular, Gustavo França, 19 anos, que pretende cursar biologia, estava também otimista. Este já é meu terceiro vestibular. Agora, acho que vou passar, preocupado apenas com o fato do nome não estar na lista afixada do lado de fora do campus de Pituaçu. Meu nome também não está aí, mas o cartão informa que faço prova na sala 60, tranqüilizava-se Riane Cunha, 17 anos, que, no ano que vem, pretende ser uma estudante de fisioterapia.

Como de costume, os cursos mais procurados no processo seletivo da Ucsal, uma das mais tradicionais da Bahia, foram direito, fisioterapia e enfermagem. A prova estava fácil, comemorava o candidato a uma vaga em direito, Ismar Santos, 18 anos, um dos primeiros a deixar o local de prova.

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