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UFPA dá a largada hoje

      
Um total de 68.807 candidatos na capital e no interior do Estado devem fazer hoje as provas do Processo Seletivo Seriado (PSS), da Universidade Federal do Pará (UFPA). A expectativa é que o concurso seja tranqüilo, apesar de algumas entidades não concordarem com a realização do certame. A Polícia Federal vai estar com 80 homens espalhados pelos 128 locais de provas do Estado.

A diretora do Departamento de Apoio ao Vestibular (Daves), Célia Brito, afirma que todas as providências foram tomadas para que não haja nenhuma alteração. Estamos fazendo o possível para que tudo ocorra dentro do esperado, até porque a Justiça nos concedeu medida cautelar para afastar os riscos do concurso não se realizar, disse.

Cerca de seis mil pessoas entre técnicos, fiscais, assessores e pessoal de apoio vão estar atuando no concurso de hoje. Estamos preparados e os candidatos devem ficar tranqüilos e seguir a orientação do edital, que orienta a chegada dos estudantes aos locais de prova com uma hora de antecedência, orienta. Essa também é a orientação do pró-reitor de Ensino da UFPA, Licurgo Brito. Acreditamos que tudo vai ocorrer dentro do esperado. As provas foram impressas dentro do prazo previsto. Tudo está dentro da normalidade, afirma.

Os cuidados na realização do concurso e o reforço policial, conforme determinação da Justiça, ocorreu devido à decisão de pais de alunos do Núcleo Pedagógico Integrado (NPI) de tentar suspender o concurso e às tentativas dos servidores em greve de impedir as inscrições e a entrega dos cartões de confirmação dos candidatos inscritos.

O Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Federal do Pará (Sintufpa) e a Associação dos Pais e Mestres do NPI, entretanto, prometem não atrapalhar a realização do concurso. Decidimos não fazer nenhuma ação no dia da prova. Vamos apenas aguardar a nossa próxima assembléia, que será na terça-feira (29), informou a coordenadora geral do Sintufpa, Maria Leonel. Já o Sindicato dos Professores (Adufpa) preferiu não se posicionar sobre as ações a serem tomadas para inviabilizar o certame.

Ao longo do período que envolveu a inscrição e confirmação para o PSS 2006, as três organizações procuraram meios para conseguir o adiamento das provas, através de piquetes, de ações judiciais e até fechando o acesso aos locais de inscrição. A justificativa usada para o adiamento é a de que os alunos do NPI e do Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará (Cefet-PA) não teriam condições de concorrer com os demais candidatos do PSS-2006, já que os estudantes estão sem aulas há mais de 60 dias e, por isso, não conseguiram estudar todo o conteúdo programático exigidos pela UFPA.

Indeferimento - O juiz substituto da 1ª Vara Federal, José Airton Portela, indeferiu na quinta-feira, 24, o adiamento do PSS 2006 da UFPA, conforme ação movida pela Associação de Pais e Mestres do NPI. A decisão garante a realização, hoje, do Processo Seletivo Seriado (PSS) 2006.

Em outra ação movida pela universidade, Portela concedeu liminar para impedir que professores em greve impeçam o acesso dos candidatos ao campus da UFPA e a outros locais onde as provas serão realizadas na capital e no interior do Estado.

O juiz requisitou contingente de policiais federais e militares para garantir a segurança e a realização do vestibular em todos os locais de prova. Ele fixou multa diária no valor de R$ 50 mil contra cada réu em caso de descumprimento da liminar, bem como multa pessoal a quem infringir a ordem judicial. Portela determinou, ainda, a prisão em flagrante dos infratores.

Professores e alunos festejam liminar quegarantiu realização do exame Entre os alunos e professores a decisão do juiz de manter a data do PSS 2006 foi comemorada. Para muitos, não há por que mudar a data do concurso, em detrimento de pequeno grupo de estudantes. Para o professor de cursinho, Lãl Maia, o adimento do concurso deixaria os candidatos ainda mais nervosos. Eles se preparam o ano inteiro para fazer a prova. Esse é um processo desgastante, que se for prorrogado pode prejudicar o aluno, afirma. Essa também é a opinão do orientador pedagógico Carlos Nascimento.

Trabalhamos com planejamento e acaba se criando muito expectativa em torno do dia da prova. Acho que uma mudança dessas poderia ser prejudical aos candidatos. Sei que os estudantes do NPI não vão poder concorrer em pé de igualdade porque foram prejudicados pela greve, mas não acho justo que, em favor deles, a maioria dos estudantes fique no prejuízo, opina.

A candidata ao curso de Serviço Social Ana Lúcia Magno acredita que o juiz tomou a decisão correta. Estamos enfrentando uma maratona de aulas, de estudo, não acho certo que mudem a data da prova, porque isso prolongaria ainda mais o sofrimento de quem já está esgotado com todo esse processo, diz.

O estudante Antônio Farias, que concorre a uma vaga no curso de Direito, também comemorou a decisão do juiz, embora não tenha tido oportunidade de ver todo o conteúdo programático do concurso. Estudei somente no segundo semestre por falta de condições financeiras. Não consegui estudar todo o programa, mas sou totalmente contra a mudança da data porque sei que algumas pessoas já vêm ralando desde o início do ano, disse.

Poucos retardatários deixaram para apanhar o cartão de inscrição ontem Poucos candidatos compareceram, ontem pela manhã, no Departamento de Apoio ao Vestibular (Daves) para apanhar o cartão de inscrição. De acordo com a coordenadora do Daves, Célia Brito, dos mais de 79 mil candidatos inscritos no certame, apenas 1% deixou o comprovante para a útlima hora. O número de solicitações para fazer a prova em hospital também foi baixo. Mesmo assim, o departamento funcionou ontem, das 8 às 12 horas, para prestar os últimos esclarecimentos aos fiscais e vestibulandos sobre a prova que acontece hoje.

Este ano um número bem menor de candidatos deixou de vir pegar o cartão. Isso se deve principalmente à ampla divulgação sobre o concurso, não só pela UFPA, mas por toda a imprensa, observou Célia Brito.

Nayse dos Santos, de 24 anos, foi uma das retardatárias. Por motivo de viagem, só ontem ela pôde pegar o cartão de inscrição. Ainda bem que consegui chegar a tempo, não posso deixar de fazer esta prova amanhã, afirmou. Confiante, ela se disse preparada para o concurso. Estou tranquila, minha preocupação era de que houvesse tumulto, mas já que a segurança vai estar reforçada, então, tudo bem, é só chegar e fazer a prova, disse.

Os pedidos de transferência do local de prova para hospital por motivos de doença também foram poucos. Até ontem, apenas duas candidatas fizeram a solicitação: uma com politraumatismo, que vai fazer a prova no Hospital Saúde da Mulher, e outra jovem com problemas de vesícula, que está internada no Hospital Mamarray. Entretanto, a coordenadora faz o alerta: Estes pedidos não vão parar com o fim do plantão. O candidato que se sentir mal pode encaminhar sua solicitação ao Daves até às 6 horas, basta apenas estar munido do atestado médico, explicou.

No plantão de ontem, a procura maior foi dos fiscais que ainda não sabiam seus locais de trabalho. A estudante de Biblioteconomia Rosiane Amaral, 27 anos, faltando apenas um dia para a prova, ainda não sabia qual era a escola em que estava lotada e nem o que tinha que fazer. Não pude ir para a reunião porque estava trabalhando, mas resolvi procurar logo cedo o Daves para correr atrás do prejuízo. Agora, é só acordar cedo e ir pra lá, justificou.

Até a procura por informações foi considerada dentro do esperado pela coordenação do concurso. Segundo Célia Brito, faltava pouco para concluir os preparativos para hoje. Ontem, os últimos malotes de provas destinados aos candidatos do interior do Estado já haviam sido enviados, faltando apenas concluir os de Belém. Ao todo participam da organização desta primeira prova mais de seis mil pessoas.

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