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Empresas passam a cobrar curso de especialização dos mais jovens

      
Luciana Casemiro

Mal recebeu o canudo da faculdade de hotelaria, José Henrique Gomes de Faria, de 23 anos, já está inscrito num curso de MBA. ? que ele concluiu - quando fazia estágio em um grande hotel do Rio - que, se quisesse galgar postos mais altos, precisava de especialização. E ele tem razão, levantamentos de instituições de ensino apontam um aumento de exigência de formação por parte das empresas. Mesmo para cargos considerados de iniciantes.

- Observei que, mesmo dos profissionais jovens, a empresa esperava mais do que um simples curso de graduação. No nível gerencial, só era promovido quem tinha ao menos um MBA. Quanto mais especialização, maior o destaque profissional - diz Faria.

Vanessa Agualuza, 24 anos, fez o mesmo. Formou-se, no mês de julho, em administração de empresas e, em agosto, já se matriculara num MBA para jovens profissionais:

- O mercado exige profissionais cada vez mais preparados. Escolhi um MBA por ser mais voltado à prática - diz Vanessa que é supervisora administrativa de vendas.

Sem vivência, muitas vezes, o conhecimento se perde

Para Ruth Duarte, coordenadora do Ibmec Carreiras - criado para cuidar do intercâmbio entre alunos e empresas - a grande oferta de mão-de-obra no mercado é outro fator que elevou o grau de exigência das companhias:

- Elas querem recém-formados que estejam preocupados em continuar aprendendo. Ter uma especialização é um sinal.

Segundo Elizabeth Borsatto, diretora-executiva de uma consultoria de RH que leva seu nome, às vezes a especialização não é uma exigência clara:

- As empresas dão preferência aos candidatos que buscam desenvolvimento continuado. Sair da faculdade e buscar um curso mais aprofundado é sinal de que se trata de uma pessoa estudiosa.

Gerente de RH do grupo Amil, Ivânia Morgado, diz que a empresa tem um programa de estímulo à especialização. Todas as lideranças passam por um MBA, formatado especialmente para a empresa.

- A especialização é importante, a experiência também, pois permite que se aplique o conhecimento à prática. Sem vivência, muitas vezes, o conhecimento se perde - ressalta Ivânia, informando que jovens talentos da empresa são estimulados a se especializar.

A maior prova do crescimento do interesse das empresas por quem estuda continuamente está no aumento de cursos de MBA para jovens - originalmente, os cursos só aceitavam profissionais com experiência. Para o coordenador do curso de Executivo júnior, da FGV, Marcos Villela, a especialização é a porta de entrada no mundo dos negócios:

- O MBA era uma troca de experiências. Esse é mais instrumental, já que os alunos têm, em média, 24 anos de idade e três de formados. ? que muitas vezes a faculdade não o prepara para entrar no mercado.

Segundo Villela, também vem aumentando a demanda de empreendedores e herdeiros de pequenos negócios por cursos de especialização. Nesse perfil, se enquadra Fernanda Horta, 29 anos, formada em letras há quatro anos, que é sócia da mãe em uma agência de turismo e uma escola de inglês, em Minas Gerais:

- Errava muito na administração e achei que um MBA me ajudaria. Concluí o curso mês passado e já sinto uma diferença clara na forma de tocar o negócio. Sou capaz de avaliar cenários e traçar estratégias mais precisas, coisa que se ficasse só na prática, como minha mãe fez, demoraria mais tempo para aprender.

Expectativa de dobrar o número de vagas em 2006

O curso é o Certificate in Business Administration, do Ibmec de Minas. Que teve tanta aceitação que levou o instituto a abrir duas turmas no Rio este ano. Para 2006, a expectativa é dobrar o número de vagas.

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