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Pesquisador maringãnse vence concurso nacional

      
Danilo Streit Júnior, que desenvolve projeto no Rio Paranapanema, foi um agraciados com Prêmio Santander Banespa de Ciência e Inovação.

São Paulo Cada vez mais as universidades brasileiras abrem as portas para a indústria e o comércio, colaborando no desenvolvimento de novas tecnologias. Um destaque importante nessa relação são as pesquisas que levam em consideração a responsabilidade social.

''No Brasil ainda existem muitos pesquisadores com projetos dentro das universidades que não são implantados na indústria e não ajudam a desenvolver o País'', disse Maria Voivodic, diretora-geral do portal Universia Brasil (www.universia.com.br), uma rede de 850 instituições universitárias na América Latina e Península Ibérica e que tem como parceiro financeiro/estratégico o Grupo Santander.

Maria Voivodic fez o comentário durante a apresentação à imprensa dos vencedores dos prêmios Santander Banespa de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação. Entre os vencedores estava o maringãnse Danilo Pedro Streit Júnior, aluno de pós-doutorado da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que concorreu na categoria Serviços. Oceanólogo, Streit Júnior desenvolve um projeto de pesquisa no Rio Paranapanema, na hidrelétrica Duke Energy, entre o Paraná e São Paulo, acompanhando peixes piracanjuba, espécie que somente sobrevive em águas não poluídas.

O pesquisador analisa se as iniciativas da hidrelétrica de proteção ecológica estão dando resultados. Streit Júnior concorreu com 897 inscritos, sendo um dos 34 finalistas recebidos no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, para a cerimônia de premiação, na semana passada. Além dele, o Prêmio Ciência e Inovação foi dado a Jadson Luís Rebelo Porto, de Macapá (AP), (Responsabilidade Social), Tatiana Louise ávila, de Porto Alegre (RS), (Indústria), e Wladimir Alonso, de Florianópolis (SC), (Serviço).

Entre os vencedores do Prêmio Empreendedorismo estão Ederaldo Godoy Júnior, de Taubaté (SP), na categoria Serviço, Alexandre Greff Buãs, de Porto Alegre (RS), na categoria Tecnologia, e Guilherme Fábio de Melo, de Natal (RN), categoria Indústria. Na mesma categoria também se destacou Rui Vieira, de Blumenau (SC), que além dos R$ 50 mil oferecidos a cada vencedor, ganhou outros R$ 50 mil pelo projeto considerado o melhor da primeira edição brasileira do prêmio. Vieira criou um solvente ecológico biodegradável e não inflamável.

''O Prêmio Santander surgiu com a necessidade de mostrar o que é empreendedorismo no Brasil. Começamos a discutir o que seria necessário para isso no primeiro encontro de universidades'', afirmou Maria Voivodic. A intenção do Santander Banespa é investir R$ 100 milhões nos 11 países que integram a Universia, entre 2005 e 2007, através dos prêmios de incentivo à pesquisa e 4.300 bolsas de estudo para graduação e pós-graduação e projetos de inclusão social.

No Brasil, 13,5% da população estão em atividades empreendedoras. Alguns se tornaram empreendedores para fugir do desemprego, mas ainda não existe uma cultura sobre o assunto no país. ''Essa situação começa a ser debatida no meio universitário, com a preocupação de oferecer planejamento estrutural para os projetos. Com um plano, o empreendedor não correrá riscos de entrar em pânico, sem saber como desenvolver a atividade'', avaliou Maria Voivodic, acrescentando que essa discussão precisa ser aquecida por uma maior parceria entre as istituições de ensino e a iniciativa privada.

Estudo com a borracha para dar mais durabilidade e segurança ao material, o desenvolvimento de software para estudar os ciclos de doenças epidemiológicas para facilitar a profilaxia e o desenvolvimento de vacinas foram algumas soluções dos pesquisadores para a indústria e que tiveram aval positivo da comissão julgadora dos prêmios, que levou em consideração critérios como inovação, coerência estratégica, viabilidade técnica e financeira, potencial para criação de riqueza e geração de emprego e impactos social e ambiental.

Fonte:Folha de Londrina
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