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Faltosos são mais de 6%

      
A primeira fase do Processo Seletivo Seriado (PSS), da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi considerada tranqüila. Apenas um protesto contra a realização do concurso, organizado por professores em greve da Universidade, em frente ao Núcleo Pedagógico Integrado (NPI), antes das 8h da manhã, chamou atenção de quem chegava para fazer prova ou passava pelo local.

Mas o movimento foi pacífico e se encerrou assim que o exame começou. Na Escola Arthur Porto, no bairro do Jurunas, houve um incidente com um pai que quis entrar depois do início da prova acompanhado da filha, que chegou atrasada porque esqueceu a identidade, mas foi impedido. Acabou pulando o muro. A polícia teve que ser chamada, mas sem maiores problemas. Ao todo, foram registradas 4.287 faltas na capital e no interior. O resultado dessa primeira etapa está previsto 10 de dezembro. A segunda fase será realizada no dia 18 de dezembro e a última, nos dias 15 e 16 de janeiro.

Os candidados que fizeram a prova da primeira fase do PSS da UFPA no NPI foram surpreendidos com a panfletagem organizada pela Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), com a participação de estudantes e do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público no Estado do Pará (Sintsep-PA). Com um carro-som, eles protestavam contra a decisão do Juiz da 1ª Vara Federal, José Airton Portela, de manter a data do vestibular. Foi uma decisão arbitrária. Os alunos do NPI serão os maiores prejudicados com a realização da prova de hoje (ontem). ? um desrespeito do reitor com esses estudantes, disse a diretora-geral da Adufpa, Vera Jacob. Ela denunciou ainda que os fiscais das provas não eram professores, nem técnicos da Universidade. Não sabemos quem são esses fiscais. Portanto a insegurança está lá dentro (onde as provas foram realizadas) e não aqui fora. Temos a informação que nenhum professor está trabalhando como fiscal nos municípios de Santarém, Marabá e Altamira, informou ela, referindo-se ao fato de terem sido chamados políciais federais e militares para fazer a segurança na entrada dos locais das provas.

De acordo com a coordenadora do PSS, no NPI, Marina Toma, o protesto em frente à escola antes do início da prova não atrapalhou os estudantes. Cerca de 1.547 candidatos fizeram prova no colégio. Oito deles, com necessidades especiais, responderam à prova em sala separada acompanhados de três assessores. Uma candidata grávida precisou de auxílio e fez a prova acompanhada de um médico, em separado.

Para o pró-reitor de ensino da UFPA, Licurgo Brito, o concurso ocorreu dentro do esperado, apesar dos incidentes na escola Artur Ponto e NPI. Foi muito tranqüilo, não houve nada grave. No NPI pedimos que os manifestantes baixassem o volume do carro-som e fomos logo atendidos, disse. Sobre a não-tolerância quanto a atrasos, o pró-reitor informou que isso já havia sido informado aos candidatos. Precisamos manter uma certa responsabilidade quanto à organização do concurso, por isso precisamos cumprir as regras, ressaltou. Na Escola Porto Artur, no Jurunas, uma candidata esqueceu a carteira de identidade e o pai voltou para buscar, mas chegou depois do horário de fechamento do portão e não pôde mas entrar. Revoltado, ele tentou pular o portão para que a filha pudesse entrar, mas foi impedido pela segurança.

Licurgo informou que a correção das provas será feita por técnicos do Departamento de Apoio ao Vestibular (Daves) e começaria imediatamente ao término do concurso. O início das aulas para os candidatos aprovados após a terceira fase ainda será definido pelo Conselho de Ensino e Pesquisa, assim que terminar a greve dos professores.

Sobre o número de faltosos, o pró-reitor afirmou que houve um aumento em relação ao ano passado, mas está dentro do esperado. A primeira fase do PSS 2006 teve um total de faltosos de 4.289, sendo 2.462 na capital e 1.827 no interior, com um percentutal de 6,2% do total de inscritos. Em 2005, o total de faltas foi de 3.250, cerca de 5,19% do total de concorrentes. Em 2004, o percentual de faltosos foi de 2,75%, totalizando 2.195 faltas.

Anulada - Uma questão do concurso, a de número 46, referente à disciplina de sociologia, foi anulada, porque houve problema de impressão e e acresceram-se três alternativas, que não constavam da questão.

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