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Fuvest prevê que a nota de corte suba

      
Alexandre Nobeschi Simone Harnik

Ainda é cedo para saber se a nota de corte da Fuvest vai crescer, se estabilizar ou cair, mas Roberto Costa, o coordenador do vestibular que seleciona para a USP, a Santa Casa e a Academia de Polícia Militar do Barro Branco, diz acreditar que o número mínimo de pontos para a convocação para a segunda fase suba.

Tenho a impressão de que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi mais fácil neste ano para os alunos que prestaram a Fuvest. Isso pode aumentar a nota de corte, afirma. Na contramão dessa análise, está um levantamento elaborado pelo cursinho Etapa. Desde o final da primeira fase, anteontem, os candidatos interessados podiam, por meio do site do cursinho (www.etapa.com.br), colocar a nota do Enem e a da Fuvest e calcular sua pontuação.

Até o fechamento desta edição, 4.592 vestibulandos haviam preenchido seus dados. As médias dos candidatos em 2006 estão cinco pontos menores do que as de 2005, bem semelhantes ao que foi a Fuvest de 2004. Isso indica que as notas de corte deverão cair, avalia o coordenador do cursinho, Carlos Eduardo Bindi.

O professor enfatiza que as médias calculadas pelo site não são a nota de corte, mas indicam uma tendência. Neste ano, a média de medicina está em 70,3 pontos. Em 2005, foi de 75,2 e, em 2004, 70,4, diz Bindi. A nota de corte do curso em 2004 foi de 78; no ano seguinte, subiu para 81.

A hipótese formulada por Bindi é que a queda de pontos se deva à extensão do exame da Fuvest. Neste ano, a prova teve mais texto, foi mais demorada, cansativa. Os candidatos ficaram mais esgotados, afirma.

Variáveis Roberto Costa explica que são três variáveis que podem influenciar na nota de corte: uma deles é a própria Fuvest, que pode ser mais fácil ou difícil; a outra é o nível dos alunos que prestaram a prova; e a terceira é o Enem.

Para ele, como o nível de dificuldade dos cem testes foi semelhante ao do vestibular do ano passado e como o padrão dos alunos se manteve, só a prova do MEC (Ministério da Educação) fica como elemento surpresa.

Na última semana, o MEC informou que, em média, as notas da parte objetiva do Enem -que são consideradas no cálculo dos pontos da primeira fase da Fuvest- caíram com relação ao exame passado. No entanto, Costa avalia que, para os candidatos a vagas na USP, o fenômeno não deve ser o mesmo.

Neste ano, o Enem teve um número muito grande de candidatos, isso explicaria por que a nota caiu. Quanto mais candidatos, maior a tendência de baixar a média. Muitos dos que se inscreveram normalmente não fariam a prova e poderiam estar menos preparados, diz.

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