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Notícias

Revolução Russa

      
Roberson de Oliveira

Há cem anos, em 1905, a derrota da Rússia na guerra contra o Japão precipitou uma grande manifestação em São Petersburgo contra a crise econômica e social que vinha se arrastando desde o início do conflito. Milhares de trabalhadores organizaram uma passeata com o objetivo de entregar ao czar Nicolau 2º uma petição na qual reivindicavam reformas políticas e sociais. Uma divisão de elite das tropas que zelavam pela segurança do czar reprimiu os manifestantes, produzindo o massacre conhecido como Domingo Sangrento.

Quando a notícia do banho de sangue se propagou, a indignação contra o governo se generalizou e inúmeras revoltas ocorreram. Até os marinheiros do encouraçado Potenkim se amotinaram. O governo perdeu momentaneamente o controle da situação, e os camponeses, operários e soldados resolveram se organizar num conselho (sovietes) e assumiram a gestão de povoados, cidades, correios e ferrovias.

Diante da situação adversa, o czar acenou com algumas concessões, por meio do manifesto de outubro. As promessas paralisaram as fileiras da oposição, indecisas entre aceitar ou radicalizar. A hesitação foi útil para o governo reorganizar as tropas e desencadear a reação por meio de uma repressão que desorganizou os sovietes e levou a prisão e ao exílio líderes revolucionários, entre eles Lênin e Trotsky.

Apesar da derrota da Revolução de 1905, Lênin posteriormente se referiu a ela como o Ensaio Geral, pois a experiência de criação dos sovietes foi fundamental para a revolução de 1917.

Roberson de Oliveira é professor e autor de História do Brasil: Análise e Reflexão e As Rebeliões Regenciais (Editora FTD). E-mail: roberson.co@uol.com.br

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