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Trampolim para cursos mais procurados

      
Quando Larissa Mônica Pontes de Araújo e Vanessa Cristine Alves Costa, ambas de 17 anos, se inscreveram para o vestibular da UFMG, elas ainda não se conheciam. Coincidentemente, as duas optaram pelo curso de biblioteconomia. Mas foi depois que passaram a freqüentar a mesma sala do pré-vestibular é que descobriram ter optado pelo curso pelas mesmas razões: o pequeno número de candidatos por vaga.

Se fosse optar pelo curso que deseja fazer, Larissa teria se inscrito em comunicação social, que tem, nada menos, que 27,67 candidatos/vaga. Sempre sonhei em ser jornalista, mas na UFMG a concorrência é grande demais e sei que são poucas as chances de passar, diz. Por isso, a estudante fez um levantamento de quais eram os cursos da área de humanas que, nos últimos anos, apresentaram o menor número de candidatos por vaga. Foi assim que decidi fazer biblioteconomia. Se passar, vou tentar, no futuro, uma transferência para o curso de comunicação social.

Larissa admite que, por acreditar que a concorrência não seria acirrada, não estudou como deveria desde o início do ano. Relaxei por imaginar que poderia ser fácil conseguir a vaga. Mas, quando entrei no cursinho, os professores me explicaram que não é bem assim que funciona. Foi aí que comecei a me dedicar mais, afirma.

Para Vanessa, o curso de biblioteconomia representa uma chance de entrar na universidade. Queria fazer fisioterapia ? 26,67 candidatos/vaga ?, mas não estou preparada para disputar com tanta gente, lamenta. Ela afirma que também pensa em usar o curso como trampolim para um outro, no futuro. Sei que não consigo transferir para fisioterapia, por ser outra área. Talvez tente pular para o curso de direito ou de turismo, diz. No entanto, Vanessa destaca que, caso seja aprovada, vai buscar coisas interessantes no curso de biblioteconomia. Depois que me inscrevi, conheci pessoas formadas nessa área que me falaram coisas legais a respeito do curso. Pode ser que goste de fazê-lo.

O professor Francisco José Machado Viana alerta para a dificuldade de transferência de cursos dentro da UFMG. ? ilusão o estudante pensar que vai conseguir fazer essa ponte. Existem critérios internos rigorosos, é preciso ter vagas disponíveis e há uma disputa grande entre estudantes que vêm transferidos de outras universidades federais, revela. Ele ressalta ainda que essa tática pode não ser adequada. O ideal é o estudante escolher um curso com o qual se identifique e goste. A escolha profissional não pode se dar pelo número de vagas, mas, sim, pelo que o curso oferece de bom e está ligado aos seus interesses, conclui.

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