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Brasília, paraíso das faculdades particulares

      
A alta concorrência no vestibular e as longas greves no ensino público levam muitos estudantes a optarem por uma faculdade particular. Atualmente, 91.393 alunos estão matriculados nas 83 instituições privadas do Distrito Federal. Dessas, apenas 77 são cadastradas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Os dados são do último censo escolar realizado, em 2004. Podem ser ainda maiores, considerando que nem todos os cursos em funcionamento são reconhecidos pelo MEC.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), há mais cursos não reconhecidos (260) do que reconhecidos (227) nas faculdades particulares do DF. Por lei é apenas uma questão cronológica. Se foi autorizado, pode funcionar. Quando o curso forma a primeira turma é que sai o reconhecimento, explica Orlando Pilati, coordenador-geral de Acreditação de Cursos e Instituições Superiores do MEC.

Explosão O número reflete o boom do ensino particular nos últimos anos no DF. O crescimento deve-se ao alto poder aquisitivo dos brasilienses e, em parte, às dificuldades de acesso ao ensino público, avalia José Elias Rigueira, vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino Superior (Sindepes). Pilati acrescenta: O DF tem a maior proporção de pessoas que concluem o ensino médio no País, portanto, a demanda por ensino superior é maior, aponta.

Pelo senso escolar, nos últimos dez anos o setor privado cresceu num ritmo muito maior do que o público em todo País. De 1994 a 2003, o número de matrículas no setor particular aumentou 183%, enquanto que essa porcentagem foi de 65% no setor público. Com a expansão maior do setor privado, a proporção de alunos matriculados nessas instituições, que já era grande em 1994 (58% do total), chegou a 71% em 2003.

Seleção No DF, essa proporção é ainda maior: 82,4% dos alunos estão em faculdades particulares e 17,6% na UnB e na Escola Superior de Ciências da Saúde, do GDF. A explicação é óbvia: enquanto as duas públicas oferecem apenas 2.084 vagas em 62 cursos, as demais dispõem de 517 cursos e mais de 90 mil vagas.

Outra diferença é que muitas instituições já trabalham com o novo sistema seletivo permitido pela Lei de Diretrizes Básicas (LDB). Ao invés de esperar o vestibular que acontece a cada seis meses, a instituição permite ao aluno marcar o dia e a hora em que fará o exame seletivo.

Orlando Pilati salienta, contudo, que não há uma intenção malígna das instituições nem a mercantilização do ensino superior. Segundo ele, o que conta é conclusão do curso e a qualidade da formação. Ele lembra que a não-observância de pré-requisitos básicos poderá levar ao descredenciamento da universidade. Garante ainda que não há faculdades clandestinas no DF. Todos os cursos são autorizados e se a faculdade cumpre os requisitos do MEC serão reconhecidos, conclui.

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