text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Farra passa dos limites e deixa prejuízo para a UnB

      
Em greve há 85 dias, a Universidade de Brasília (UnB) viu as aulas cederem lugar às farras. Festas regadas a som alto e muita bebida na noite de sexta para sábado deixaram um rastro de prejuízo pelo campus. Na manhã seguinte, o Instituto Central de Ciências (ICC) parecia cenário de guerra. O lixo e os vômitos estavam espalhados por toda a parte. O cheiro de cerveja e urina impregnava as escadas e os corredores.

No Instituto de Psicologia, só restava lama no jardim. A UnB ainda está fechando a conta do prejuízo, mas as estimativas apontam R$ 6 mil com o jardim e cerca de R$ 2 mil com os 36 litros de sabão, 50 de cera e 40 sacos de lixo gastos para limpar o ICC, também conhecido como Minhocão. A universidade ainda calcula o desembolso com a reposição de vidros, mas a reportagem flagrou pelo menos um vidro quebrado no Instituto de Psicologia.

Os responsáveis pelos danos ao patrimônio público foram duas festas promovidas pelos Centros Acadêmicos (CAs) de Psicologia e Antropologia. No CA de Engenharia Florestal, onde também houve festa na sexta-feira, o local foi deixado limpo e sem avarias, mas havia banda de reggã e o evento extrapolou o horário limite de 22h30 estabelecido para confraternizações no campus.

O incidente fez a UnB lacrar os CAs de Psicologia e Antropologia. A instituição também prometeu endurecer as regras para as festas no campus, em tese permitidas apenas no Centro Comunitário, construído em 2001 com esse fim. Antes, a gente só sentava com os estudantes e conversava, mas agora vamos aplicar as normas com rigor, adverte a diretora de Esportes, Arte e Cultura da UnB, Rosana de Castro.

Resolução Após o esfaqueamento de uma pessoa em uma festa no Instituto de Psicologia, em dezembro de 2002, o Conselho de Administração, que reúne professores, estudantes e funcionários, elaborou uma resolução que proíbe eventos com venda de ingressos, bebidas, divulgação externa e som amplificado. Quem desobedecer às regras, está sujeito à suspensão e serviços comunitários na universidade, além de ter de arcar com os prejuízos, completa Rosana. Se for o caso, passaremos a entrar com ação civil na Justiça.

No CA de Psicologia, reaberto na segunda-feira, os alunos comprometeram-se a pagar os prejuízos. Fizemos a festa para encerrar, de forma irônica, uma mobilização política, mas as coisas fugiram do controle, justifica o membro do CA Augusto Coaracy, 19 anos.

Membro do CA de Engenharia Florestal, Carlos Henrique Celes, 23 anos, não vê problema nas confraternizações, desde que haja bom senso. A gente sempre arruma tudo no final das festas, mas a universidade poderia melhorar a iluminação e a segurança para evitar problemas, reivindica.

  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.