text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Mais verbas para pesquisas na universidade

      
Romão da Cunha Nunes e Nassar Ferreira

O Estado de Goiás, apesar dos diversos programas de apoio do governo para a industrialização em vários setores, ainda hoje tem no agronegócio uma das principais fontes de renda da população, proveniente da comercialização de produtos primários, processados e industrializados. Romão da Cunha Nunes e Reginaldo Nassar Ferreira Pouco conhecido no cenário econômico e político nacional, somente a partir de 1930 o Estado de Goiás passa a fazer parte das prioridades do governo federal.

Com um programa de ocupação territorial denominado Marcha para Oeste, cuja estratégia era a interiorização da população e defesa das fronteiras nacionais, o governo de Getúlio Vargas despertou o interesse de investidores tradicionalmente estabelecidos em outros Estados, para as oportunidades comerciais, que já começavam a se firmar como um promissor campo de atividade. Nessa época foram intensificadas a abertura de estradas e a construção de ferrovias, e ocorreu, também, a transferência da capital do Estado da cidade de Goiás para Goiânia.

Essa decisão, além de importante, foi essencialmente estratégica porque, além de centralizar a sede da nova capital, constituiu-se num verdadeiro portão de acesso ao corredor de exportação dos produtos oriundos de Minas Gerais e São Paulo na direção do Centro-Oeste e do Norte do Brasil, incentivando grandes investimentos na intermediação, produção e comercialização. Talvez o período 1955-1964 tenha sido o mais decisivo para a Região Centro-Oeste e especialmente para Goiás, que foi o Estado que mais ganhou com a decisão do então presidente Juscelino Kubistchek de transferir a capital federal do Rio de Janeiro para o Planalto Central.

A instalação da nova capital federal viabilizou a construção de diversas rodovias, o surgimento de novas cidades, o crescimento e a modernização daquelas já existentes no território goiano, com expansão e modernização das vias e redes de comunicação. Tudo isso favoreceu excepcionalmente o aumento populacional e pressionou positivamente a demanda por produtos, em especial agropecuários. Essa demanda, sem alterar significativamente os preços de mercado, veio tornar viáveis e compensadoras as atividades de produção e a comercialização desses produtos.

O presidente Juscelino Kubistchek, além de construir Brasília, fundou, em 14 de dezembro de 1960, a universidade Federal de Goiás (UFG), um dos grandes atos do eminente estadista. A UFG já foi criada com incumbência de resolver grandes desafios na área de educação, saúde, engenharia e agronegócio, entre outras. As pesquisas conduzidas por cientistas viabilizaram a incorporação de grandes áreas de Cerrados às áreas produtivas. Favoreceram também a ocupação agropecuária que se iniciou na década de 60. Nesse período, foram concluídos pela comunidade científica diversos estudos para correção de solos que possibilitaram extraordinários índices de produtividade, resultado também do desenvolvimento e/ou melhoria de linhagens de grãos adaptadas à região.

Contribuíram para esses avanços diversos programas de incentivo e financiamento criados no decorrer das décadas de 1960 e 1970. Apesar da valiosa contribuição dessa inclusão, a comunidade científica goiana vinha manifestando preocupação com a devastação neste sistema e recomendava a adoção de tecnologias que interrompessem o processo, já que mais de 30% da biodiversidade brasileira se encontram nos Cerrados.

O desafio de aumentar a quantidade de alimento sem devastar grandes áreas de Cerrado fez parte das linhas prioritárias de pesquisas e os resultados constam nos índices de desempenho relativo ao período 1990-2003, quando ocorreu um aumento de 111% na produção de grãos e de apenas 15% na área plantada.

A universidade Federal de Goiás, verdadeiro patrimônio dos goianos, nos últimos 45 anos formou milhares de profissionais que contribuíram para a melhoria econômica e social do Estado que é atualmente referência em diversas áreas. Vale lembrar que um terço dos atendimentos de urgência e emergência da população da grande Goiânia e região circunvizinha é feito no Hospital das Clínicas da UFG. Para desenvolver tão relevante trabalho a universidade tem recebido o apoio dos nossos representantes no Congresso Nacional, inclusive com apresentação de emendas ao Orçamento da União

Na atualidade, em função da pequena dotação orçamentária destinada à UFG, tais emendas passam a ter grande importância. A comunidade científica aguarda com crescente expectativa total empenho dos nossos representantes no Congresso Nacional para que os pedidos da UFG recebam o destaque que merecem.

Romão da Cunha Nunes é doutor em Produção Animal, ex-secretário Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência Reginaldo Nassar Ferreira é secretário Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.