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Notícias

O novo administrador

      
Edmir Kuazaqui

Os cursos de administração de empresas continuam tendo grande procura nas faculdades e universidades. E a tendência é que a demanda continue em alta por muito tempo e cada vez com mais exigências de especializações focadas. Por mais acirrada que seja a concorrência no mercado de trabalho, esses cursos carregam enormes expectativas entre os universitários. Afinal, tornar-se consultor ou então assumir um cargo de gerência de uma renomada multinacional permanece fazendo parte do plano profissional de boa parte desses estudantes.

Nesse sentido, as instituições de ensino precisam ter claro o seu papel na formação dos milhares de jovens que se formam na área a cada ano.

Uma consideração que se costuma ouvir é que as faculdades não preparam adequadamente o aluno de administração para atuar no mundo corporativo. Porém, ultimamente, esse quadro tem apresentado uma mudança significativa. Os cursos de administração estão contribuindo, de forma positiva, para que os novos profissionais consigam uma melhor inserção no mercado de trabalho.

Evidentemente, a carreira de administrador não se tornou um oásis no meio do deserto. A concorrência por uma vaga nas empresas, a exemplo de outras profissões, permanece intensa. Há, inclusive, um certo hiato entre os cursos de administração e o mercado de trabalho. Mas esta carência tem sido suprida pelas instituições através de ações específicas, como programas de estágio orientados e o aprimoramento técnico e prático do universitário por meio das empresas juniores. No caso dos jovens administradores que já atuam no mercado, existem os cursos de especialização (lato sensu) e de Master in Business Administration (os MBAs) para atualização profissional. E os cursos stricto sensu, voltados para a formação de mestres e pesquisadores, também podem contribuir no desenvolvimento da carreira corporativa.

Contudo, essas ações, por si só, não solucionarão a crise do emprego. Tampouco vão eliminar a grande concorrência entre os milhares de profissionais disponíveis no mercado. Esse quadro, aliás, serve apenas para que algumas empresas obtenham mão-de-obra qualificada a um custo mais baixo, desqualificando o próprio administrador escolhido em um processo seletivo. Por isso, as faculdades e universidades precisam trabalhar com os alunos a potencialização das competências individuais, cada vez mais percebidas e utilizadas no ambiente de trabalho.

O segredo de uma boa formação é aprimorar as competências e as habilidades do profissional, com o objetivo de gerar negócios para as empresas, ou seja, produzir resultados comerciais com o uso das melhores ferramentas, técnicas e estratégias no mercado-foco da respectiva corporação.

Tudo isso sem perder o foco principal do processo educacional, que é o de formar pessoas responsáveis por seus destinos e pelo destino da sociedade em que vivem. No que depender das instituições de ensino superior, há uma vontade muito grande para que os cursos de graduação e de pós-graduação em administração dêem um salto de qualidade, com a reestruturação de um conteúdo curricular que contemple uma formação mais generalista em administração de empresas.

Aliado a isso, reforça-se, é imprescindível identificar as qualidades dos novos profissionais, ainda na faculdade, para potencializar e transformar essas qualidades em competências reconhecidas no meio corporativo.

O autor é coordenador-geral da graduação e pós-graduação em Administração das Faculdades Integradas Torricelli (Guarulhos/SP). ? autor dos livros Marketing Internacional e Gestão estratégica para a liderança em empresas de serviços privadas e públicas

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