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Servidores retornam em clima de impasse

      
Os servidores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Zona da Mata, retornam hoje ao trabalho, depois de permanecerem 109 dias em greve. A decisão ainda não representa alívio para os estudantes, especialmente para os que vão fazer as provas da primeira etapa do vestibular 2006 da instituição, marcadas para os dias 10 e 11. O impasse agora fica restrito aos professores, parados há 78 dias, e que vão fazer assembléia na manhã de hoje, no anfiteatro do setor de estudos sociais, para discutir o movimento.

O presidente da Associação dos Professores de Ensino Superior (Apes) de Juiz de Fora, Agostinho Beghelli Filho, participa, em Brasília, do comando nacional de greve. Ele informou que a paralisação será mantida, enquanto o governo não editar um projeto de lei, prometido à categoria há mais de 10 dias, que destina R$ 500 milhões para reajustes salariais em 2006. Mas, antes de decidirmos, vamos analisar o projeto, porque o governo nem sempre cumpre o que promete, disse.

A maioria dos 235 servidores que participaram de uma assembléia na manhã de ontem votou pelo fim da greve. Houve apenas seis votos contrários e quatro abstenções. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFJF, Marcelo Rodrigues, o governo garantiu uma das principais reivindicações da categoria, a gratificação extra para os servidores que tiverem curso de capacitação. Avaliamos que é um avanço, disse Rodrigues. O sindicalista disse confiar que outras reivindicações da categoria, como distorções existentes no plano de carreira, também serão solucionadas, uma vez que o governo criou um grupo de trabalho para discutir a problema, a partir de janeiro.

REPERCUSSÇO Na terça-feira, a juíza da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, Sílvia Elena Petry Wieser, concedeu liminar requerida pelo Ministério Público Federal e determinou prazo de 72 horas para que os professores e servidores da UFJF em greve retomem as aulas do último ano do ensino médico do Colégio Técnico Universitário (CTU) e do Colégio de Aplicação João XXIII, ambos ligados à universidade. A Justiça também determinou que sejam retomadas as aulas das turmas do último semestre dos cursos de graduação.

Na decisão, a juíza determina, ainda, o funcionamento parcial do Hospital Universitário, bem como a abertura dos restaurantes universitários aos estudantes carentes. A medida repercutiu negativamente entre os servidores. Acho que é uma interferência no movimento sindical, disse Rodrigues, enfatizando que o fim da paralisação nada tem a ver com a decisão da Justiça Federal. A constituição garante o direito de greve, completou o dirigente sindical, ao afirmar que recorreria da liminar, caso a opção da categoria fosse pela continuidade do movimento.

Já o presidente da Apes em Juiz de Fora disse que só vai se pronunciar sobre a liminar depois que a entidade for oficialmente notificada. Em nota oficial, a UFJF, informou que reitera seu respeito pelo direito constitucional à greve, pela autonomia dos movimentos dos trabalhadores e pela liberdade da organização sindical. A reitoria informou, ainda, que só vai ser manifestar sobre a retomada do calendário escolar e a possibilidade de adiamento do vestibular depois que a greve for encerrada.

ESTRESSE Quanto mais crescem os rumores sobre o adiamento do vestibular, maior é o nível de estresse entre os candidatos a uma vaga na universidade. De acordo com o diretor-pedagógico do curso pré-vestibular Saúde, Gilson Domingues, a indefinição compromete o trabalho de preparação psicológica dos alunos, feito desde o começo do ano. Procuramos elevar o moral dos estudantes, mas essa indecisão é um verdadeiro banho de água fria, disse. Ontem, o presidente da Apes de Juiz de Fora, confirmou que, mesmo que voltem ao trabalho, os professores vão propor o adiamento do concurso para não prejudicar os alunos do último ano do CTU e do colégio João XXIII que ficaram sem aulas, disse.

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