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Alunos recebem medalhas em olimpíadas de estudos

      

"? o reconhecimento do nosso esforço, do nosso estudo, além de um incentivo a continuar estudando. Quando você recebe uma premiação, você se sente mais capaz de realizar algo na vida", declara Maria Karleni Rodrigues, de 17 anos, que recebeu medalha de ouro na I Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obemep), realizada em 2005. Foi a segunda vez que ela participou das competição.

Em 2003, quando cursava o primeiro ano do Ensino Médio, ela ganhou medalha de prata e foi presenteada com uma bolsa de estudos em um curso particular. Ex-estudante do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros de Fortaleza, hoje Kareni cursa Engenharia Química na Universidade Federal do Ceará (UFC). A escolha do curso, conta, foi feita a partir do interesse que passou a ter depois que começou a participar das Olimpíadas de Matemática.

A emoção de Kareni não difere muito dos outros 387 alunos homenageados na tarde de ontem no Centro de Convenções por seus desempenhos tanto na Olimpíada de Matemática como na Olimpíada de Língua Portuguesa. A iniciativa faz parte do programa Linguagem das Letras e dos Números, desenvolvido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), apoiado pela Secretaria de Educação Básica (Seduc), secretarias municipais, Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia.

As provas da Obemep foram aplicadas em todo o país para cerca de 10,5 milhões de estudantes. No Ceará, 750 mil alunos de 2.615 escolas públicas situadas em 183 municípios participaram da primeira fase. Cada escola, baseada nos resultados, indicou os alunos que obtiveram os melhores resultados para competirem na segunda fase. Destes, 387, sendo 196 do Interior e 191 de Fortaleza, conquistaram medalhas de ouro, prata ou bronze.

Segundo o governador Lúcio Alcântara, a proposta do projeto Linguagem das Letras e dos Números baseia-se na idéia de que, se os alunos conseguem "dominar a linguagem dos números e das letras, tudo mais em educação ele será capaz de absorver". Para o secretário Hélio Barros (Secitece), o projeto não se resume apenas à olimpíada, à premiação, e sim a "todo um projeto de formação permanente nas escolas com os melhores alunos".

Na ocasião, o Governo anunciou a criação do Projeto Agentes de Leitura, que pretende ampliar o acesso aos livros e incentivar o hábito da leitura. Inicialmente, 175 agentes de leitura, capacitados pela Secretaria da Cultura (Secult) percorrerão de bicicleta os municípios, distritos e bairros, realizando empréstimos de livros e promovendo cirandas e rodas de leitura comunitárias. O projeto, previsto para ser iniciado em maio, será implantado nos municípios de Amontada, Ararendá, Assaré, Capistrano, Catarina, Cariús, Ibaretama, Itatira, Jardim, Jijoca de Jericoacoara, Mucambo, Novo Oriente, Ocara, Pindoretama e Reriutaba. Em Fortaleza, os agentes percorrerão os bairros Curió, Dunas, Genibaú, Pedras e Siqueira. Cada agente ficará responsável por 25 famílias.

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