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Notícias

Em busca de descobertas

      
Mariana Fonseca

Na infância, muitas pessoas se divertem fazendo experiências e descobrindo várias reações de diferentes elementos nos kits científicos para crianças. Para algumas, a vontade de explorar o mundo da ciência passa na adolescência. Para outras, vai crescendo e pode ser incentivada pelos projetos de iniciação científica que, cada vez mais cedo, dão bolsas e ajudam os jovens a dar os primeiros passos no caminho das pesquisas e dos laboratórios.

Jordana Grazziela Alves Coelho dos Reis, de 22 anos, é uma das jovens do Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Belo Horizonte, que começou cedo a se encantar com as possibilidades da ciência. Com 14 anos, no 1º ano do ensino médio, ela foi selecionada para participar de um projeto de iniciação científica. "Foi uma forma de ter contato com os laboratórios e conhecer o ambiente de pesquisa", lembra.

No começo, Jordana acompanhou o dia-a-dia do Laboratório de Parasitologia Celular e Molecular. Depois de um ano e meio, passou a trabalhar no laboratório onde está até hoje, o de doença de Chagas. "Organizava uma espécie de banco de amostras, um dos maiores acervos do René Rachou. Temos, por exemplo, amostra do sangue da Berenice, na qual Carlos Chagas descobriu, em 1909, a doença", diz.

Depois de se formar no ensino médio, Jordana passou no vestibular de farmácia da UFMG. Na faculdade, buscou uma nova oportunidade no centro de pesquisas e entrou para o projeto de iniciação científica para graduação, em 2003. Dessa vez, voltou ao laboratório para pesquisar o vírus HTLV. "? como se fosse um parente próximo do HIV, que causa um tipo de leucemia e uma doença degenerativa, a mielopatia associada ao HTLV", explica, com grande desenvoltura.

Hoje, com cinco prêmios no currículo, entre eles prêmios de iniciação científica nacionais da Fiocruz, Jordana faz planos. "Formo no fim do ano e quero fazer prova para o mestrado. Esse mundo é apaixonante." Essa também é a opinião de Marcos Messias de Souza Corrêa, de 20, aluno do 5º período de ciências biológicas da PUC Minas. Há sete meses, o estudante ganhou uma bolsa de iniciação científica no Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Probic), promovido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Trabalhando no centro, cinco vezes por semana, cinco horas por dia, Marcos recebe R$ 300 por mês.

PARASITAS

Na faculdade, o estudante se encantou com biologia molecular, o que o levou a buscar um local para colocar em prática o que estava aprendendo em sala de aula. "Estou no laboratório de Parasitologia Celular e Molecular. Estamos pesquisando parasitas da doença de Chagas." De acordo com o estudante, existem duas principais drogas contra a doença, mas que nem sempre são eficazes. "A pesquisa pode ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos."

Marcos, com os nomes e conceitos na ponta da língua, acha que para muitas pessoas o mundo científico é algo estranho e distante. "São poucas as pessoas que têm acesso a boa educação no país. E, um número menor ainda chega à universidade. Por isso, o saber científico fica tão distante, envolto em tanto mistério", lamenta. Além disso, o estudante considera pequeno o espaço para pesquisa no Brasil.

Serviço

Centro de Pesquisa René Rachou - (31) 3349-7700
www.cpqrr.fiocruz.br

Fundação Ezequiel Dias - (31) 3371-9433
www.funed.mg.gov.br

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